quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ela

Amar, acho que nunca amou
Já teve algumas coisas
Que não saíram da imaginação
O primo amigo
Aquele nerd da infância
Aquele garoto popular da escola
O menino que cantava na igreja
O lindo que tocava violão
Ah! Paixões tolas
Já gostou muito de alguém
Mais do que deveria
Quando não deveria
E fez a sua paranóia
Afastar o mocinho
O mocinho gigante
O lindo mais fofo
Que já há muito havia
Caído de amores por outra
Já gostou muito de alguém
Ao ponto de correr atrás da pessoa 
E se humilhar por ela
Um príncipe poderoso
Anjo misterioso
Por fora o mais gentil
Por dentro triste e sombrio
Com ela, o mais frio
Colecionador de corações
Mais só a um pertencia
Foi rejeitada
E chorou, sim, chorou 
Mas daí o o tempo passou
Esquecer, ela nunca esquecerá
Beijar, ainda nem beijou
Nem o nerd, nem o popular, nem o cantor
Nem o lindo, nem o anjo, nem o mocinho
Mas toda a dor já passou
Ás vezes fantasmas a perturbam
Mas ela segue em frente
Amar, confirmo, nunca amou
Foi apenas desejo, atração, talvez paixão
Que feriram seu coração
Que ainda grita de dor
Remendos, costuras e cicatrizes
Que a fazem crescer mais e mais
Cada um era perfeito
Mas ela, cheia de defeitos
Não serviu para nenhum.