quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Suicidio




Meia -noite
Primeiras badaladas
Punhal caído
Taça quebrada
Não suportaria ver o sangue
escorrendo pelo seu corpo
Mas não suportava mais 
Viver aquela aflição
Viver havia se tornado
Uma tortura feroz
O fim
Passou a ser visto como um começo
Embora não soubesse
O quão enganada estava
Arrependeu-se...
Tarde demais
O cianeto já  havia escorrido por sua garganta
Corria por suas veias
Possuia suas entranhas
Agonizava
Não conseguia falar
Morreu ali
A luz do redondo luar
Na brisa da madrugada
Rosa branca na mão
Um bilhete
Talvez para o seu eterno amor
Por quem fora rejeitada
Ou para sua amada mãe
Que aos poucos 
Por conta da doença
Definhava
Só a lua e o céu negro
Presenciavam aquele momento
Nos lábios virgens
Ainda restara vestígios do veneno
E nos olhos
Uma última lágrima