terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fantasmas, parem de me atormentar!

Eles vem e vão na minha mente, ás vezes me dão uma trégua, e depois voltam, sempre voltam, eles bagunçam minha cabeça, me fazem lembrar de momentos que eu jamais quero lembrar, me torturam, minha alma não aguenta mais, ela grita de dor, mas, eles continuam e continuam, eu tento me livrar, mas, eles estão grudados em mim, como parasitas, como sanguessugas assassinas, eles querem que eu continue no mundo sombrio da dor, é isso que eles querem, querem que eu continue sofrendo e sofrendo, sem parar, em um ciclo vicioso, em que eles são os viciados, e consegue, sempre conseguem, são comandados pelo amor, é tudo culpa dele, maldito seja o amor, amaldiçoado seja que o inventou, que morra, morram todos, pelas mãos do ódio e da vingança, que enfiem uma lança no amor, e o partam ao meio, sem dó, nem piedade, que arranquem suas víceras, estrassalhem seu coração, que espremam seu cérebro, que seu sangue jorre até a última gota, que o amor queime no fogo do inferno, e que nunca mais volte, sim, que nunca mais esse sentimento inútil, irracional e imbecil volte a me atormentar. Eu não vou suportar mais algumas voltas desses fantasmas, meu corpo luta, minha mente luta, mas seus esforços são inúteis, eles os vencem facilmente, e voltam. Eles me deixam dias sem comer, arrancam meu coração, brincam com ele, faze-lhe de bola, joga-o na lama, banham-lhe com soda cáustica, e depois, o colocam aqui, dentro do meu peito, e voltam para as malditas profundezas de onde vieram, como se nada tivessem feito. E eu grito: Amaldiçoados sejam esses fantasmas! Mas, é inútil, pois eles são a minha maldição, são eles, eles. Não posso amaldiçoá-los! 
Já sem forças continuo: Socorro! Alguém me ajuda a quebrar essa maldição! Liberte meu corpo, cure meu coração! Me traga a liberdade! 
Mas, ninguém me escuta, e eu continuo aqui, amaldiçoada e torturada por eles, amaldiçoada e torturada pelo amor, e sem ninguém que seja capaz ou que queira, verdadeiramente... Me libertar!