terça-feira, 19 de novembro de 2013

Música

O que seria de mim se não fosse a música? Agora à noite, eu parei para refletir. 
Colocar os fones no ouvido, aumentar até o último volume, é o que me ajuda a fugir do mundo. Passei alguns dias sem poder fazer isso. Confesso, foram os dias mais enlouquecedores da minha vida, não sabia o que fazer, como fazer, sem a música para me ajudar a organizar meus pensamentos, eu comecei a me desesperar, um turbilhão de memórias novas e velhas, surgindo outras sem parar, ideias e reflexões, desorganizadas, se cruzando, se chocando, morrendo, nascendo, crescendo, diminuindo, em um ciclo "desritmado" e constante, dentro da minha cabeça. 
De certo, cada qual tem a sua música favorita, o seu estilo favorito, mas ainda assim, é música. Como disse Aristóteles: "A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição."
Ela é capaz de arrancar sorrisos e lágrimas, encantar e assustar, acalmar ou deixar os seres eufóricos, paralisar ou fazer os corpos se mexerem, não é frio, mas arrepia, ela sim, toca o coração de todas as formas possíveis, do mais miserável ao mais rico, do mais bondoso ao mais perverso dos homens.
Música é uma droga! Repito: Mú-si-ca é uma dro-ga! 
Um entorpecente legalizado, do qual eu quero morrer viciada, do qual todos deveriam morrer, por que não faz mal ao corpo, muito pelo contrário, não destrói o cérebro, não, ilusão de quem pensa dessa forma, os diferentes ritmos e estilos, são a característica mais forte de um ser, o que demostra sua identidade, como ele é, como se sente. O mundo seria bem melhor se todos ouvissem música ao invés de se preocuparem tanto com a vida alheia, se as vizinhas ao invés de irem para a janela fazer intriga e inventar coisas, ligassem os seus rádios e escutassem suas músicas favoritas!
Bem, a música é o que consegue estar em todos lugares ao mesmo tempo, talvez a única paixão mundial de que todos realmente gostam. 
Ela é a senhora das infinitas faces, que acalenta a morte e embala a vida.