sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A formatura

Lindsay acabara de concluir o ensino médio, e estava à espera do dia da formatura, ela não estava muito ansiosa, nem contente com isso, afinal, não possuía amigos, sua mãe estava doente, e ninguém da sua família iria acompanhá-la, mas, ainda assim, decidiu participar.
 A formatura aconteceria no dia 13 de Dezembro, uma sexta- feira, alguns colegas ficaram receosos com o fato da formatura ser esse dia, por que, diziam as lendas que Sexta-feira 13, sempre era um dia amaldiçoado, porém, os organizadores da cerimônia e do baile, não eram supersticiosos.
Lindsay acordou pela manhã, para ela, uma manhã perfeita, o dia estava completamente nublado, e uma tempestade daquelas ameaçava vir. Ela adorava tempestades.
À noite chegou, Lindsay vestiu seu vestido azul, que ela mesma desenhara, colocou a beca vermelha e o chapéu de formatura que detestara, não gostava muito de maquiagens, e não era muito vaidosa, então, passou apenas o básico, sombra, rímel e um gloss, soltou os cabelos e saiu.
A cerimônia ocorreu tranquilamente, depois, todos se dirigiram ao vestiário, para retirar as becas, retocar maquiagens, e se prepararem para o baile que começaria logo em seguida.
Ao chegar no ginásio, o DJ logo começou a tocar, todos caíram na pista, menos Lindsay, ela não tinha par, odiava música eletrônica e odiava dançar, não via sentido naquilo, ela queria ir para casa, queria ir para qualquer lugar, menos ficar ali.
A tempestade finalmente chegou, e isso fez Lindsay ficar um pouco mais feliz, relâmpagos e trovões, cada vez mais fortes, mas, seus colegas não se importavam, só queriam beber e dançar. De repente, as luzes começaram a piscar, sem parar. Todos ficaram assustados, mas, alguns minutos depois, o problema se estabilizou, tudo voltara ao normal, até que corpos começaram a despencar do teto.
O terror tomou conta, ninguém acreditava no que estava acontecendo, Marcie, a garota mais popular do colégio, agora estava sem coração, caída sobre a mesa em que havia a tigela de ponche, metade do corpo de Johnny, o jogador de Basebol mais belo do time, caíra sobre a mesa de som do DJ, a diretora teve sua cabeça arrancada, e outros corpos também surgiram, era como se houvessem sido atacados por muitos leões famintos. 
O cheiro sangue tomou conta do local, o líquido vermelho e vital, se espalhara por todo todo salão, as pessoas corriam desesperadas tentando fugir, mas, as saídas estavam trancadas, estavam engaiolados, juntamente com a morte, seja lá quem fosse ou, o que fosse responsável por aquilo, pretendia continuar. Apesar de tudo, Lindsay se sentia tranquila, continuava sentada em uma das cadeiras, sempre estivera à espera da morte, desde a infância, o terror, não a assustava, a fascinava. Ela observava tudo, e até se divertia com a situação, era como se estivesse assistindo a um filme comum, até que alguém pôs a mão em seu ombro, ela se virou, e se deparou com uma criatura intrigante, os olhos eram amarelos, os dentes se pareciam com presas de um tubarão, seu corpo era coberto de pelospossuía garras enormes, era bípede, talvez fosse um lobisomem, ela pensou, mas, não era. 
A criatura fitou-a por mais algum tempo, olho no olho, Lindsay achou que havia chegado sua hora, mas, depois, aquele ser a saltou em uma velocidade incrível, e começou a matar todos, enquanto a garota assistia tudo atentamente. 
Após ceifar a vida de todos os presentes, voltou-se novamente para Lindsay, levantou um dos braços, preparando-se para matá-la, mas parou bruscamente, e ficou admirando a garota, olhou-a bem no fundo dos seus olhos, ficaram ali, por um tempo, depois a criatura se foi, desapareceu, como fumaça que se dissipa com o vento. 
A garota era a única testemunha de tudo, e logo a polícia chegaria, mas, não acreditariam nela, então ela não ficaria ali para esperá-los.
Lindsay foi para casa, tomou banho, deitou-se e dormiu tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.