domingo, 22 de dezembro de 2013

O show de rock

Anderson era um jovem muito bonito, inteligente, e adorava rock, era a sua maior paixão. Ele curtia vários estilos de rock, desde o metal ao pop rock, e estava bastante animado para ir a um show da banda Slipknot, uma das suas bandas favoritas.
O show aconteceria no dia 05 de agosto, data do seu aniversário de 18 anos, e ele iria com seus amigos. Era o seu primeiro show de rock, ele mal poderia esperar. Anderson ganhara uma semana de folga, e o show seria na terça, isso era perfeito.
Finalmente chegou a data tão esperada, ele vestiu-se, jeans Levi's escuro, camiseta da banda, boné da New York, e tênis All Star, pegou as chaves da moto e saiu, iria até a casa de um dos seus amigos, que ficava a poucas quadras do local do show, e de lá eles iriam.
Foram uns dos primeiros a chegar, mas, não demorou muito, o show começou.
Foi um show incrível, uma multidão vibrava, pulava, cantava, ao som da música "Wait and Bleed", e de tantas outras músicas.
O jovem rapaz adorou, não queria que chegasse ao fim, infelizmente, chegou. Mas, ainda assim, estava satisfeito, aquele fora o primeiro, de muitos shows de rock em que ele iria ao longo da sua vida.
Anderson voltou a casa do amigo, para pegar a moto que deixara na garagem, despediu-se dele e saiu, não bebia, e vinha em uma velocidade média, afinal não queria que aquela noite terminasse de maneira trágica.
Algum tempo depois, já estava no portão da sua casa, seus pais haviam viajado, mas, sabiam que ele era um jovem muito responsável, então, deixaram que ele tomasse conta da propriedade enquanto estivessem fora.
Ele colocou a chave na fechadura do portão, mas, antes de girá-la, notou que ela estava lá.
Havia aparecido do nada, uma bela jovem, olhos escuros, cabelos negros, Anderson não sabia quem era, nem por que estava na rua àquela hora da madrugada, sozinha.
— Quem é vc? 
Ele perguntou.
— Não precisa saber meu nome jovem rapaz.
Ela respondeu sorrindo.
— Não deveria estar na rua sozinha a essa hora garota, é muito perigoso.
— Eu não tenho medo, vc é quem deveria temer
— Eu? Porquê?
— Porquê nós estamos a solta, somos muitos, a procura de vítimas, presas fáceis.
Dizendo isso, ela locomoveu-se rapidamente e sentou-se no banco da moto de Anderson, estacionada na calçada.
— Vc é a minha vítima da noite, acredite se quiser, sou uma vampira, estou sedenta, e vou atacá-lo.
Elas levantou-se e foi lentamente em direção a ele.
— Não tenho de vampiros, não tenho medo de vc.
Anderson disse-lhe. Depois puxou a gola da camisa, deixando seu pescoço à mostra.
— Que bom saber disso, és muito corajoso, não vou matá-lo, vai ser rápido.
O rosto da misteriosa garota, transfigurou-se rapidamente, seus caninos pontiagudos apareceram, suas pupilas se dilataram e de negras, passaram a ter um vermelho intenso.
Ela cravou seus dentes no pescoço do rapaz, exatamente em sua veia jugular, onde o sangue pulsava, quente e suculento. Depois, desapareceu na escuridão. 
Anderson abriu o portão da sua casa, destrancou a porta, e subiu as escadas cambaleando até o seu quarto. No dia seguinte, acordou com muita dor de cabeça, mas, não se lembrava do que acontecera, apenas de que tivera um sonho, estranho e confuso.Levantou-se e foi até o banheiro, lavou o rosto e ao olhar-se no espelho, percebeu duas marcas, na verdade, cicatrizes em seu pescoço, então percebeu que não havia sonhado, aquilo fora real.
Aproveitou o restante da semana tranquilamente, depois, voltou ao trabalho e a faculdade, seguiu sua vida, mas, esperava um dia, quem sabe, reencontrar aquela garota, talvez, ao voltar de mais um show de rock.