segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Há um demônio com a mão em seu ombro!

Ás vezes chamamos alguém de melhor amigo, pior, o consideramos nosso irmão, pobres vítimas indefesas que somos, ingênuas até, não vemos que esse alguém é uma serpente venenosa, com bote preparado, esperando a hora certa para atacar. 
Nós contamos todos os nossos segredos a essa pessoa, coisas ao nosso respeito que nem nossos próprios pais sabem , pedimos ajuda a ela, escrevemos coisas para homenageá-la, nos importamos.
Até que, em um belo dia esse alguém crava uma estaca em seu coração, e ainda faz parecer que a culpa foi sua, você fica mal, pedi perdão, desculpas, pergunta o que você fez, mas as respostas do alguém, possuem cada vez menos sentido, são coisas cada vez mais esdrúxulas, essa pessoa te culpa por coisas que você nem fez, faz você se sentir um verdadeiro monstro por um momento. E tudo o que vc mais queria era que ela voltasse a aceitar sua amizade, mesmo assim.
Com o tempo vc começa a perceber quem realmente essa pessoa é, de verdade, vc percebe que ela fez tudo isso por que precisava te tirar do caminho, se livrar de vc, que ela apenas te usou para chegar onde queria, e que chegou um momento em que vc começou a se tornar uma pedra enorme em seu sapato, aí a máscara dela cai para vc, revelando uma cobra falsa, da pior espécie, e mais venenosa. Aquele sentimento de culpa, se transforma em ódio, e só vai piorando, pois vc sabe quem a pessoa é, vc percebe, mas os outros não, ela continua a enganá-los, vc tenta avisá-los, mais é inútil, estão possuídos por ela.
E vc vê, todos em volta da Madre Tereza de Calcutá, do Frei Damião dos infernos, um demônio superficial e egoísta em uma fantasia de anjo. Todos o querem bem, todos o chamam, e ele sempre falso, sorrindo e acenando para todo mundo, chamando todos de meu bem meu amor, sempre oferecendo seus favores.
Para piorar, ele sabe tudo sobre vc, e faz questão de te detonar, afasta todos que tentam se aproximar de ti, sempre dá um jeitinho de chamar todas as atenções para si, sempre querendo agradar a todos, o pior é que consegue, tudo sai do jeito dele, e faz questão, de esfregar na tua cara tudo que ele tem e que vc não tem, e tudo o que roubou de vc, vc é já é um pobre infeliz invisível, e a esse  demônio em forma de gente, faz questão de te afundar de vez.

Não deixe que um demônio desses, faça o que fez comigo, não deixe que ele destrua tua vida, mate-o, antes que seja tarde demais...
Ei! Cuidado com esse amigo-irmão super confiável que talvez esteja aí, agora mesmo do seu lado, talvez ele já esteja com uma estaca, pronto para perfurar seu coração, aguardando apenas... O momento exato!

Defeitos...

— Anjo, qual é o seu pior defeito?


— Não sei se chega a ser um defeito, mas, meu pior defeito é achar que existe alguém nesse mundo que é diferente, que é igual a mim… Mas são todos iguais. Não faço parte desse século.



— Ninguém pode ser igual!



— Realmente, não pode, e, não teria a menor graça se fosse! Mas, ainda assim, são iguais em alguns aspectos!



— Nessa juventude onde tudo é amor e nada é, onde as amizades são coloridas e os amores são em preto e branco, onde tudo é fogo de palha, onde os pecados nunca foram pecados, sexo, drogas e festas, só nisso que pensam… Todos mentem visando se darem bem, amigos traem amigos… Nasci em 1996 mas, não me encaixo nessa realidade.

Eu só queria que as coisas fossem separadas, amigos agindo como amigos, ficantes agindo como ficantes, conhecidos agindo como conhecidos, namorados agindo como namorados… Facilitaria tudo, não teria tanta ilusão, desilusão e sofrimento.


— Você não pode construir um mundo só seu!



— Eu tenho um mundo só meu! 

Se eu fosse você diria: “Você não pode mudar o mundo!” 
Bem, não posso, talvez por pensar assim, continue sozinha, “uma garota tão careta, tão século dezoito, que nerd, que otária, vai ser freira vai, nem a minha bisavó pensava assim, e nem é bonita.”
 Em fim, isso já me incomodou muito, é chato pra caramba ás vezes, mas não posso mudar por causa dos outros.


— Se você se preocupar com isso, jamais será feliz, existem milhões de pessoas iguais a você.



— Eu sei! Encontrei algumas! E não me preocupo com isso! Não mais! Penso assim: danem-se todos, quero ser apenas eu, se a felicidade existir, eu irei encontrá-la, e serei feliz!


sábado, 28 de setembro de 2013

Mundo

Onde quem é inteligente e sonhador 
Onde quem foge do padrão da juventude louca
Onde quem tem uma mente confusa
Onde quem não é top, modelo, capa de revista 
Onde quem não distribui sorrisos, nem desce até o chão
Onde quem pensa diferente
É tratado como um zero a esquerda 
de que só lembram quando precisam 
É trocado sempre por mais "extrovertidos" 
Por pessoas com corpo "perfeito"
Mas, sem cérebro
É visto como um lixo
Ou como alguém que só suportam por obrigação
Lhe deixam sempre para trás 
Passam-lhe sempre a perna
Ou, simplesmente
Não lhe notam.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Emily

Era uma cidadezinha pacata, no interior dos EUA, lá Emily vivia calmamente com sua família, todos os dias ia ao colégio, depois fazia as lições de casa e trabalhava em um café próximo dali, das seis ás dez e meia da noite. Seu pai era um advogado aposentado que depois da aposentadoria realizara seu grande sonho de se tornar motoqueiro, por conta disso, vivia a viajar, Emily chegava a passar sozinha em sua casa, mas não tinha medo. O índice de violência lá era muito baixo, todos viviam em plena a harmonia, e todos se conheciam, cidade pequena, sabe como é.
Até que um dia duas jovens foram encontradas mortas, dependuradas em uma árvore, mas a causa da morte, não havia sido enforcamento como parecia ter sido, os corpos delas, estavam completamente sem sangue, haviam duas marcas redondas e alinhadas em seus pescoços.
Nos dias seguintes, mais dois corpos foram encontrados em uma outra árvore, com os mesmos indícios dos primeiros, eram duas jovens, isso fez a polícia reforçar a hipótese de que o responsável pelos crimes, seria um serial killer que atacava sempre mulheres de maneira fria e cruel e talvez usasse o sangue delas em rituais macabros.
Passaram-se um mês sem nenhum assassinato, porém, às cinco da manhã de uma sexta-feira fria, o telefone do xerife Paul tocou, outros três corpos foram encontrados às margens de um rio, mas, dessa vez, eram masculinos. Os jovens aparentavam ter entre 17 e 20 anos, estavam completamente sem sangue, apresentavam marcas no pescoço, sem dúvida alguma, eram vítimas do assassino. 
Dessa vez, Emily conhecia as vítimas, eram Mike, Joe e Nick, seus colegas de classe, Joe era seu parceiro de biologia e sempre ficava lhe cantando, chegaram até a ficar juntos no baile de Halloween, ela foi ao enterro, estava triste, mas a vida continuava afinal.
Todos na cidade estavam aterrorizados, era como se houvesse toque de recolher, às oito da noite, não havia mais ninguém nas ruas, mesmo com o fato de que os assassinatos haviam cessado novamente haviam dois meses. Emily não temia, era corajosa como seu pai, ia todos os dias ao trabalho, porém, retornava mais cedo por causa do baixo movimento.
Tudo transcorria tranquilamente, até que, em uma noite fria, no caminho de volta para casa, ela viu algo, em que não poderia acreditar, não, ela não poderia acreditar no que estava vendo. Um belo rapaz, alto, cabelos negros, músculos definidos, branco como a neve, com os lábios no pescoço de uma jovem que agonizava, se debatia, até que seus movimentos foram parando, ela foi desfalecendo, deu seu último suspiro e apagou, estava morta.
O rapaz deitou a moça calmamente na calçada, com muito cuidado, depois levantou-se, virou-se e começou a caminhar em direção a Emily, parou diante dela e sorriu, era o sorriso mais lindo que ela já vira, covinhas se formavam no lado direito do seu rosto, os caninos pontiagudos saltavam para fora dos lábios, os dentes incrivelmente brancos, brilhavam refletindo a luz do luar, ela não podia acreditar que ele havia matado aquela jovem e todos os outros, a não ser pelo sangue que havia escorrido pelos cantos da sua boca, e que agora ele limpava com o dorso da mão direita. Sim, aquele era o assassino, ele matara Joe, Mike, Nick e todas as jovens, e, o mais inacreditável, é que se tratava de um, vampiro.
Certamente ele iria matá-la, ela pensou, cravaria os dentes em seu pescoço, perfuraria sua jugular e sugaria todo seu sangue, lentamente, enquanto ela agonizava, depois depositaria seu corpo ao lado do da outra jovem e sairia tranquilamente como alguém que acabara de jantar em um restaurante.
Ele olhou bem nos seus olhos castanhos, os olhos dele eram azuis como o oceano, jogou o cabelo dela para trás deixando seu pescoço livre, inclinou sua cabeça sobre ele, seu cheiro era incrivelmente excitante, nesse momento, Emily sentiu um frio na barriga, mas, não sentia medo, estava nervosa, no entanto, continuava firme, o vapor gélido que saía por entre seus dentes, a fez ficar arrepiada, ele tocou os lábios em sua pele, ela fechou os olhos com firmeza, e esperou que a dor lacerante a consumisse, mas sentiu apenas um beijo frio, bom, que continuou por sua bochecha até chegar a sua boca, o vampiro a beijou calmamente, depois parou abruptamente, se afastou, passou a mão nos cabelos negros, sorriu mais uma vez e desapareceu na escuridão.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Asas


Negras como a noite
Macias como algodão
Frias como o gelo
Afiadas como lâminas
São tuas asas
Um voo perfeito no céu
Brincas à frente da lua 
Que fica a te observar
Só podes voar à noite
E as estrelas agradecem
Admiradas com a tua beleza
Entras pela minha janela
Pousas em meu quarto
Me envolves em teus braços
Onde permaneço aninhada
Até o amanhecer

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Modo

Sempre anda só
Não tem amigo algum
Mas gosta de ser assim
Troca o dia pela noite
A luz pela escuridão
Gosta de observar a chuva
Ama ver o luar
Observar as estrelas
Odeia sair de casa
Não teme à morte
É fã de lugares sombrios
Ama Rock N'  Roll
Adora preto
Veste só o que gosta
Não se encana com a balança
E ama ler bons livros
Tem sua própria religião
Segue sua própria doutrina
Possui suas próprias regras
Não ama, não odeia
Não chora, não sorri
Não sente?
Ah, sente sim!
Não é mal
Mas também não teria passe livre para o céu
Tem seus sonhos, seus monstros, seus pesadelos
Tem muita coragem, mas também possui seus medos
É mortal, é imortal
É o que quiser
Vive no seu mundo próprio
Mas sai dele às vezes, por alguns instantes
Para ver como estão as coisas lá fora
Perde-se no tempo
E odeia contar as horas
Essa é sua rotina
E não é o único ser a viver assim.



domingo, 22 de setembro de 2013

Boa noite!

Era noite
Chuvosa e fria 
A lua acabara de sair por detrás da serra
Miguel caminhava a passos rápidos pela calçada, não deveria ter saído da casa, sabia que com aquele tempo poderia pegar um resfriado daqueles, mas Luna havia lhe implorado tanto que não a deixasse só, com uma voz tão doce ao telefone, disse que seus pais haviam viajado naquela tarde, e Miguel sabia que ela morria de medo de tempestades.
Ele continuava o trajeto, quando de repente as luzes se apagaram, a cidade ficou um breu, pensou em voltar, mas já deveria estar na metade do caminho, e não queria que Luna ficasse magoada. Após hesitar por um momento, continuou a caminhada, torcendo para que as nuvens e a neblina se dissipassem e deixassem o luar iluminar a escuridão, já que não conseguia enxergar mais do que dois metros ao seu redor.
Ao passar por um beco estreito ele ouviu um ruído, alguém chamava por seu nome, era uma voz feminina, sedutora e suave.
— Migueeel, aproxime-se, preciso falar com vc.
— Quem está aí? 
— Migueeel, precisamos conversar meu querido, tenho uma coisa para te dar.
— Apareça! Venha para onde eu possa lhe ver, seja lá quem for!
— Então, está bem.
Ele ouviu passos lentos vindo em sua direção, cada vez mais próximos, até que pôde enxergar uma silhueta e quando chegou mais perto pôde ver bem, curvas perfeitas, olhos negros, lábios avermelhados, pele morena, mas pálida, dentes brancos e brilhantes, parecia uma deusa, uma miragem.
— Aqui estou meu belo rapaz.
— Quem é você?
— Não precisas saber.
Ela foi chegando mais perto. Numa mistura de vislumbramento e medo, Miguel ficou paralisado.
— Fique tranquilo, quando eu acabar não irás sentir dor alguma.
Miguel sabia que deveria fugir, correr o mais rápido que pudesse, mas não queria, era como se estivesse hipnotizado. A mulher arrancou o seu cachecol,  deixando seu pescoço à mostra, inclinou a sua cabeça um pouco para o lado, Miguel pôde ver que seus caninos agora estavam mais pontiagudos, cintilavam para fora da sua boca. Ela sorria, um sorriso sedutor, de desejo e até meio debochado.
— Boa noite, Anjo! 
Depois que pronunciou essa frase, ela cravou-os em seu pescoço, a dor era lacerante, sentia seu sangue sendo sugado por ela, lentamente,  que deixava, talvez por descuido ou de propósito, um fio do líquido vital e quente escorrer pelo seu ombro, minutos depois, a dor começou a passar, tudo girava ao seu redor, suas vistas escureciam, e então ele apagou...

Caio Fernando Abreu

Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta… Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você.

sábado, 21 de setembro de 2013

Katerina

Katerina era uma adolescente, muito inteligente, tímida e responsável, ninguém a notava, nenhum garoto se aproximava dela, mas não, era não era tão feia, mas, sua beleza não era notada.
Elas tinha apenas dois amigos, Michael e Jane, já tivera outros antes, mas todos se afastaram, ela era muito paranoica, mas jamais ninguém percebera, só os que a conheciam um pouco mais ou pelo ao menos pensavam que sim.
As garotas populares e peitudas zombavam de Katerina, por que ela se vestia como uma velha, sempre com roupas compridas, coque no cabelo, que era crespo, tinha espinhas, não era aceitável para os padrões. Apesar de ser um aluna exemplar, ela odiava ir a escola, o fim de semana para ela era tudo, assim ela podia admirar o luar ou passar horas no seu quarto, lendo livros, escrevendo, desenhando, presa no seu próprio mundo, a vida ali, era perfeita.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ela

Amar, acho que nunca amou
Já teve algumas coisas
Que não saíram da imaginação
O primo amigo
Aquele nerd da infância
Aquele garoto popular da escola
O menino que cantava na igreja
O lindo que tocava violão
Ah! Paixões tolas
Já gostou muito de alguém
Mais do que deveria
Quando não deveria
E fez a sua paranóia
Afastar o mocinho
O mocinho gigante
O lindo mais fofo
Que já há muito havia
Caído de amores por outra
Já gostou muito de alguém
Ao ponto de correr atrás da pessoa 
E se humilhar por ela
Um príncipe poderoso
Anjo misterioso
Por fora o mais gentil
Por dentro triste e sombrio
Com ela, o mais frio
Colecionador de corações
Mais só a um pertencia
Foi rejeitada
E chorou, sim, chorou 
Mas daí o o tempo passou
Esquecer, ela nunca esquecerá
Beijar, ainda nem beijou
Nem o nerd, nem o popular, nem o cantor
Nem o lindo, nem o anjo, nem o mocinho
Mas toda a dor já passou
Ás vezes fantasmas a perturbam
Mas ela segue em frente
Amar, confirmo, nunca amou
Foi apenas desejo, atração, talvez paixão
Que feriram seu coração
Que ainda grita de dor
Remendos, costuras e cicatrizes
Que a fazem crescer mais e mais
Cada um era perfeito
Mas ela, cheia de defeitos
Não serviu para nenhum.





Tati Bernadi

“Mas a gente espera, lá no fundo, perdido, soterrado e cansado, que a vida compense de alguma maneira.”

Perfeição

No meu mundo tudo seria perfeito
Do jeito que eu queria
Não sofreria por motivo algum
Teria tudo que eu quisesse
Na vida real o amor não é bom
Mas no meu mundo
Talvez ele fosse.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aos mortais

Afirmam que ninguém consegue viver só
Mas vivem à procura de lugares calmos e sossegados
Falam que Deus é tudo para eles, e que quem não o respeita, vai queimar no fogo do inferno
Mas vivem praticando tudo que julgam ser "pecados mais sórdidos"
Dizem que o amor é tudo
Mas não conseguem superar a dor de serem rejeitados, odeiam pessoas, morrem de inveja, e são capazes de trair a confiança de quem mais lhe foi leal ou pior, fingir que amam.
Falam que são todos iguais
Mas, não respeitam as diferenças
Exigem respeito
Mas não se dão ao trabalho de tê-lo
Morrem de medo da morte
Mas vivem falando que ela é o caminho para a vida eterna
Valorizam tanto a vida
Mas vivem se matando aos poucos
Admiram tanto a natureza
Mas já quase acabaram com toda ela
Falam que deve-se seguir a própria cabeça
Mas têm a mídia fazendo lavagens cerebrais o tempo inteiro
Dizem que todos devem se amar do jeito que são
Mas zombam de quem não tem uma aparência "aceitável"
Afirmam que a beleza interior é o que importa
Mas ficam babando pelas gostosas e saradões da TV
Se julgam tão humanos, tão civilizados
Mas no fundo são os animais, cruéis e mais sujos do universo.


Um pensamento

Um dia me disseram que quando estamos sofrendo
Somos incapazes de ter qualquer inspiração
Tolos, não sabiam que aprendi a transformar em inspiração
Todo o meu sofrimento.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Anjo (Parte II)

Seu toque em minha pele
Era como fogo no gelo
Fui me entregando cada vez mais
Se para saciar o meu desejo
A morte era o preço a ser pago
Era isso que eu queria
Tua pele tão macia
Teu corpo tão quente
Tuas mãos em volta da minha cintura
Me apertava com força
Teus lábios pressionados nos meus
Chegava a doer
Mas eu não ligava para dor
A calma agora tinha dado lugar a um desejo feroz
Não percebi o momento em que rasgara as minhas vestes
Deveria estar morrendo de frio
Naquela noite gelada de inverno
Desencorajava qualquer mortal a sair das cobertas e admirar o luar
Mas, tuas asas me protegiam
No meu quarto a noite era quente
Ah! Belo par de asas
Aliás tudo em ti era perfeito
Nos amamos
Numa mistura de amor e ódio
No dia seguinte, acordei com um raio de sol em minha face
Estava vestida
Meu quarto estava em ordem
E eu ainda estava viva
Será que havia sonhado?
Logo me dei conta de que não
Havia um corte no meu pulso
Uma pena negra  na minha janela
E escrita com o meu sangue a frase:
" Esta noite voltarei. Seu anjo."

Imagem do dia


Imagem do dia


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Anjo (Parte I)

Asas negras
Olhar profundo
Olhos negros como a noite
Queria me perder nessa escuridão
Lábios vermelhos cor de sangue
Ah! Queria provar desse sangue
Queria me enroscar nesse corpo quente
Me inebriar com esse cheiro envolvente
Queria ser tua
Somente tua
Queria que fosses meu
Somente meu
Uma noite entrastes no meu quarto, e me beijastes anjo
Um beijo intenso, intenso e sufocante
Me faltava o ar, iria morrer
Tive a certeza, aquele era o beijo da morte
Mas não conseguia me libertar,não queria
Te senti ali, ter teus lábios nos meus
Era excitante, todo o meu corpo te queria
Perdi o controle, e te trazia para mais perto
Você deixava, calmamente...


Livro Sussurro ( Hush, Hush)



"OS OLHOS DE PATCH ERAM 

COMO órbitas negras. Absorviam 
tudo e não devolviam nada. Não que 
eu quisesse saber mais sobre ele. 

Se não gostei do que vi por fora, 

duvidava de que fosse gostar do
que espreitava lá no fundo.

O único porém é que isso não era 

bem a verdade. Eu adorei o que vi. 
Músculos longos e esguios nos braços, 
ombros largos, mas relaxados, e um 
sorriso que era meio debochado, 
meio sedutor. Estava difícil convencer 
a mim mesma de que deveria ignorar
algo que já começa a parecer
 irresistível "

— Becca Fitzpatrick

Crescendo ( Hush, Hush)




"ANJO
Levantei os olhos quando Patch disse 
meu apelido em meus pensamentos.
Estar perto de você,da forma que for, 
é melhor que nada.Não vou perdê-la.
Ele fez uma pausa e,pela primeira vez desde 
que o conheci, vi uma sombra de 
preocupação em seus olhos.
Mas já cai uma vez. Se eu der aos arcanjos 
motivos para imaginarem que estou 
remotamente apaixonado por você,
eles vão em mandar para o inferno.
Para sempre."
— Becca Fitzpatrick

domingo, 15 de setembro de 2013

Várias faces

E é assim:

A flor mais delicada
O espinho mais pontiagudo

A gatinha mais fofa
A leoa mais selvagem

A mocinha ingênua
A garota safada

A nerd mais nerd
A garota mais desinteressada

A mais quente
A  mais gelada

O melhor dos perfumes
O pior dos venenos

O doce mais doce
A pimenta mais ardente

É várias em uma
E demostra a que quiser

Essa que todos veem
É a que quer que eles vejam

Talvez as outras estejam aprisionadas
E não as deixam sair

Descubra-a

Pode ser bem ou mal
Anjo ou demônio

É você quem escolhe.

Indecisão

Sou louca
Sou paranoica

Ninguém se aproxima de mim

E tenho a mania imbecil de afastar as pessoas
Afastá-las de mim

Só gosto de quem não devo

Corro atrás de quem corre atrás de outro alguém

Às vezes a solidão é meu castigo, meu desespero

Outras é minha calma, minha solução

Ás vezes madura demais 

Ás vezes experiente demais
Para a minha insuportável adolescência
Outras vezes
Ingênua, infantil, superficial

Ás vezes o mais insuportável fogo

Outras vezes o mais frio gelo
Doce e amarga

Ora com a vontade enorme de viver

Ora com o desejo incontrolável de se matar

Mato a vida, ou destruo a morte?




E as românticas...

As pessoas que são românticas sempre se fodem no final da história...
Se iludem, confundem as coisas, e sempre saem perdendo.
Os idiotas românticos e as suas manias mais idiotas ainda de confiar na pessoa, e acreditar nas palavras bonitas que ela diz ou escreve.
Serei a eterna amante, nunca a amada 
Serei o anjo, a mocinha, a linda, nunca o amor... 
Aliás... Existe amor? 
Acho que não, e se ele existe, por algum motivo pateticamente patético, ele vive fugindo de mim!
Cupido burro, coração otário!
Também se for pra viver uma mentira e receber migalhas de amor...
Prefiro essa minha realidade de ser só!

Escuridão 08/07/2013

Imóvel e isolada
Como uma lápide
De alguém que jaz 
Esquecido por todos
No cemitério de um velho castelo
No alto de uma montanha 
À beira de um precipício
Em um dos lugares mais frios
Onde jamais ninguém se atrevera a entrar
Lugar 
Onde só se ouve ao longe
Bem ao longe
O uivar do lobos para a lua 
Cheia e amarelada
Coberta pelas nuvens espessas que chegam ao chão
Fazendo tudo desaparecer em uma enorme neblina
Tornando tudo mais escuro e assustador
Uma garota
A esperar todas as noites por uma luz 
Que ilumine a escuridão
Que dê um sopro de vida 
Ao seu coração despedaçado
Que grita de dor a cada batida 
Mas a luz nunca chega
Nunca chegará
Ela nunca se acenderá 
E a garota morrerá 
Ali
Fria
Devorada pela solidão

A um estranho

Cabelos negros
Olhar profundo
Mistério
Vários em um
Ou apenas um em vários?
Um estranho enigmático
Chamava a sua atenção
Mas a garota não sabia dizer
Se o amava, ou se o odiava
A verdade é que
Ela não sentia nada
Não podia sentir
Nem amor, nem ódio
Nada dos dois
Nem uma gota de cada
Ah!
Bem que a garota queria
Mas se tornara tão fria
Gélida como uma lápide
Aquela que antes fora quente
Quente como um vulcão
Aquela de pele antes afogueada
Agora pálida e fria como um iceberg
Queria poder sentir algo
Ela o admirava tanto
Mas sua alma estava condenada
Condenada a não sentir
A garota ainda era humana
Respirava
Mas sentia que de alguma forma
Não mais estava viva



sábado, 14 de setembro de 2013

Impossível - Victor Chaves)

Encheu-se do vazio
De temer o profundo
E de conter-se na margem rasa
Saiu do sombrio
Abriu asas pro mundo
Que sempre esteve em redor da casa
Vestiu-se de nu
Mostrou-se de vez
Atirou suas cores ao vento
Fez-se de feto no azul
Enchendo o azul de prenhez
E deu vida ao firmamento
Escolheu no mais alto
Do céu, do chão, de si
Um lugar pra morar
Impossível dar um salto
Jogar-se e não cair
Até que o fez, para voar

By: Marlin Rose Jones



"Alguém pode me dizer, quem se importa?
Se um dia você já colocou seu pescoço numa corda.
Que mesmo por alguns momentos
Você fechou os olhos
E esperou a própria morte chegar como alívio.
Ela nunca chegou.
Com o tempo você não a desejou mais.
Aliás, nada além do amor.
Quase se matou pela falta dele.
Que te consumiu e queimou
E te enlouqueceu
E te deixou sem ar
E... Te fez sentir de uma maneira indiscritivel
Alucinada por alguém."




— Marlin Rose Jones

Musicamando


Amor...
Amor e música
Música...
Música e amor
Diferentes, mas tão iguais
Sempre juntos
Milhões de músicas que falam de amor
Milhões de amores embalados por música
Corações partidos pelo amor
Corações consolados pela música
Tem sempre uma música que nos faz lembrar daquela pessoa
E uma pessoa que nos faz lembrar daquela música
Isso... É bom...
Às vezes... Ruim
Tem sempre uma música que a gente ama
Uma pessoa que a gente ama
Uma música que deixamos de amar
Quando nos decepcionamos com a pessoa
Musica
Musicando...
Amor
Amando...
Musicamando

Uma vida

O que é a vida?
Algo inexplicável?
A vida é alguma coisa?
É um ser inanimado?
Podemos realmente senti-la?
Ou estamos apenas enganados?
Quem decide a nossa vida?
Para onde nosso futuro nos levará?
Por que tantas coisas ruins?
Por que tantas coisas bobas?
Por que tanta felicidade?
Coisa passageira a felicidade...
Por que as lágrimas?
Por que a vida?
Por que?
Não sei...
Apenas vivo!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Por que?


Por que amo tanto você?
Chego a fazer loucuras
Espero que não me deixes aqui
no frio da solidão
Só quero que não me enganes
Peço que fales a verdade
Amor ou amizade?
Como podes saber?
É simples!
Seu o teu coração bater mais forte
quando eu disser que te amo...
É amor!

Eu

Eu diferente
Desigual nesse louco presente
Eu que já gostei de alguém
Um ninguém que não gostava de mim
Eu que nunca fui beijada
Eu nessa vida danada
Que vive a me derrubar
Eu metade menina
Metade mulher
Mocinha sonhadora
Que por mais que caia

Sempre estará de pé.

Suicidio




Meia -noite
Primeiras badaladas
Punhal caído
Taça quebrada
Não suportaria ver o sangue
escorrendo pelo seu corpo
Mas não suportava mais 
Viver aquela aflição
Viver havia se tornado
Uma tortura feroz
O fim
Passou a ser visto como um começo
Embora não soubesse
O quão enganada estava
Arrependeu-se...
Tarde demais
O cianeto já  havia escorrido por sua garganta
Corria por suas veias
Possuia suas entranhas
Agonizava
Não conseguia falar
Morreu ali
A luz do redondo luar
Na brisa da madrugada
Rosa branca na mão
Um bilhete
Talvez para o seu eterno amor
Por quem fora rejeitada
Ou para sua amada mãe
Que aos poucos 
Por conta da doença
Definhava
Só a lua e o céu negro
Presenciavam aquele momento
Nos lábios virgens
Ainda restara vestígios do veneno
E nos olhos
Uma última lágrima



Primeiro amor

Uma garota
Sonhadora compulsiva
17 anos, flor da idade
Nunca fora beijada
Nunca fora amada
Apenas sofrera
E sofrera
Amores platônicos
Amores não correspondidos
O seu pobre coração
Cravado várias vezes 
com estacas pontiagudas
Sempre a amiga
Nunca a amante
Sempre a que pensa
Nunca a falante
Sempre invisível
Sempre a coadjuvante
Sempre a mocinha
Mas nunca a protagonista
Não fosse a música
Sua vida seria um martírio sem fim
Mas ela não desistira
Com o coração em pedaços
Já até meio endurecido
Mas mesmo assim não desistira
Ainda acredita no amor
E que seu primeiro amor
Os mais perfeito chegará
E se tornarão um só
Só os dois e mais ninguém
E então será apenas garota
Tímida, sonhadora e invisível
Porém única amada
E mais amada do que nunca.




terça-feira, 10 de setembro de 2013

NO MUSIC, NO LIFE! ♥


Ian Somerhalder


Vaga-lumes e estrelas (Victor Chaves)



"Estrelas, aqueles pontos cadentes inalcançáveis que estão sempre lá, onde não se sabe onde é, mesmo quando não os vemos em tempos nublados. As estrelas não vem até nós e, se viessem, não seriam estrelas. Assim como a gente não pode se ver por inteiro próximo demais a um espelho, estrelas são feitas para serem vistas de longe. Somos estrelas em momentos que nos observamos a uma distância que só o tempo permite. Porque tudo o que vemos de nós mesmos é luz que viaja e já não existe mais. Mas o que se forma em nosso ser, só será estrela quando explodir. E o que explode, perde a existência. A imaginação e os sonhos são as estrelas em formação mais latentes de nosso céu encantado. Quando se realizam, podem ser vistos de longe, brilhando em um passado que permanecerá no firmamento longínquo de tudo o que nos trouxe a onde pensamos estar ou ser. Vaga-lumes. Eles vem até nós. Brilham em nosso redor e, de repente, se vão, como quem, sem muita satisfação a dar, nos satisfaz a carência do especial com sua rápida e passageira presença. Eles sim, são como o que somos no presente. Hora brilhantes, hora apagados. São mortais e dependentes de um artifício qualquer, quase mágico, para se parecerem com as estrelas. Vaga-lumes e estrelas possuem certas distintas diferenças, muito embora se misturem na escuridão de nossa limitada visão das coisas. Os primeiros são vivos, passíveis da morte e logo sucumbem. As estrelas já morreram e permanecem lá, onde ninguém sabe onde, brilhando perenes. Perguntei a um vaga-lume o que o faz sentir-se vivo e brilhante. Ele disse: o sonho de me tornar uma estrela."


93 million miles and Paul Wesley





"93 million miles from the sun

People get ready, get ready

Cause here it comes, it's a light

A beautiful light, over the horizon

Into our eyes

Oh, my, my, how beautiful

Oh, my beautiful mother

She told me, son, in life you're gonna go far

If you do it right, you'll love where you are

Just know, wherever you go

You can always come home..."

Ian Somerhalder


domingo, 8 de setembro de 2013

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Pitty

Pitty

Soneto de separação - Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


 
De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama. 



De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente. 



Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

Às vezes sim, às vezes não.

"Acreditava no amor e não acreditava. Às vezes sim. Às vezes não. É como tudo. Não há grande diferença. É como acordar a sorrir porque se sonhou com o paraíso. Ou acordar a chorar porque se viu o inferno. A vida é mesmo assim. É normal que sim e é normal que não. Nunca se sabe ao certo. Aquilo que se procura nem sempre se encontra. E aquilo que se encontra nem sempre é o que se procura. E às vezes sim e nem vemos. E às vezes não e nem percebemos. Ora parece que sim, ora parece que não. Há um sorriso doce e uma lágrima amarga, e um sorriso triste e uma lágrima de alegria. E o contrário do que é nem sempre é o oposto do que não é. Palmilhamos e tacteamos e tentamos adivinhar. Mas o enigma começa depois de o termos resolvido. Caixa chinesa de emoções indecifráveis. Ninguém tem o mapa dos caminhos por fazer. O futuro é o presente à procura de si próprio e o passado são os passos que damos para lá chegar. Mas não se aprende a lição que outros nos podem ensinar. Não se encontra sem perder nem se perde sem encontrar. Acreditava no amor e também não acreditava."
— O amor não existe

Vivendo e aprendendo - Capital Inicial

Outra história com um outro rosto
Um outro beijo com o mesmo gosto 
Era cedo e não podia dar certo
Lá vem um outro dia frio e encoberto 
Agora veja o meu estado
Olhando o futuro e prevendo o passado
Como alguém que não sabe o que quer
Mentindo pra todos enquanto puder
Gritar
Se foi um erro
Eu quero errar
Sempre assim
Gritar
Se teve começo
Que tenha fim
O tempo virou e me deu as costas
Outra pergunta com a mesma resposta
Os dias são sempre iguais
O mesmo filme em todos canais
Eu quero voar mas tenho medo de altura
O céu azul me dá tontura
Eu caio mas não chego ao chão
Estou certo mas perdi a razão...

O amor... Tem explicação?





O amor! Ah o amor!

O amor em minha opinião, é um sentimento meio maluco sabe?
Difícil de se entender, de se explicar...
Aliás, acho que não existe uma explicação para o amor, nem para o sentimento amor, nem para palavra amor... 
Quer dizer, existem sim algumas definições para o amor, mas creio que não sejam significados exatos e precisos, pois, como definir algo tão imprevisível, tão complicado, tão atrevido...?
Bom, mesmo achando o amor tããão inexplicável, também tenho a minha teoria:
O amor não é malvado, muito pelo contrário, ele é super da paz, é ingênuo, um sentimento puro, que não tem noção do quanto, às vezes, ele pode nos machucar, do quanto pode nos fazer sofrer, há quem diga até que o amor é cego, é, às vezes ele parece ser cego mesmo, muuuuuito cego... Mas, só às vezes.
O amor é invasivo e intrometido, chega a ser mal educado, invade o coração, o corpo, a mente da gente, assim, sem pedir com licença ou por favor. A maioria das vezes é ele quem dita as regras, mesmo que a gente não queira se apaixonar por uma pessoa, ele nos obriga.
Ele se instala em nosso coração, como um parasita, e mesmo que o nosso cérebro, nossa razão, queira acabar com ele, o idiota do coração, e emoção, não deixa, o protege de todas as formas.
O amor não dura para sempre, ele sai do nosso corpo, quando ele acha que já deu, que não temos mais os nutrientes necessário para sustentá-lo, até que um outro amor, por um outro alguém vem e se apossa de nós outra vez, daí começa tudo de novo... 
Hum! Não sei se a minha teoria é boa, ou convincente, o que sei é que, de uma forma, ou de outra, nessa ou em outras definições, o amor é, e sempre será, o imprevisível ...

Amor! ♥

Rabiscos

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sábado, 7 de setembro de 2013


Tudo é possível!


Lugar ao sol

"Que bom viver, como é bom sonhar
 E o que ficou pra trás passou e eu não me importei
 Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse  sentido
 Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
 Que só quer brincar e não tanta "responsa"
 Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir
 Livre pra poder sorrir, sim
 Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol..."

- Charlie Brown Júnior