quinta-feira, 8 de maio de 2014

Psicopatia

Eram seis e meia da tarde, eu acabara de sair da faculdade e esperava impacientemente no ponto de ônibus. O ônibus para o bairro onde moro estava atrasado, como sempre aliás. Quando olhei para o lado, lá estava ele, um belo rapaz, com um violão. Aparentava ter uns 17 anos, cabelos negros, camiseta de uma banda de rock, da Slipknot, para ser mais exata, como era belo aquele jovem mortal. 
Alguns minutos depois, a porcaria do ônibus chegou e eu entrei, ele entrou logo atrás, juro que tentei, mas foi o destino quem quis, e não se pode lutar contra a força do destino, ele seria meu companheiro naquela noite. 
Esperei ele descer, e desci logo atrás, na mesma parada, caminhamos por alguns metros e decidi puxar assunto, ele foi bem gentil comigo. Começamos a conversar sobre o caos do transporte e logo passamos a falar sobre rock, ele tinha uma banda, perguntei onde ele morava e ele me disse que dividia o aluguel  de uma casa com um amigo há alguns metros dali, que esse amigo cursava matemática na universidade estadual à noite e que estava passando a semana na casa dos pais, isso era perfeito, como eu disse, foi o destino quem quis.
Disse que gostaria de ouvi-lo tocar, e me convidei para ir até sua casa, lógico que ele aceitou, tão ingênuo...
Era uma casa pequena, e com pouca iluminação, sofá, TV, videogame, decoração e arrumação típicas de garotos que moram sozinhos. Nos sentamos no sofá, ele tirou o violão do case e começou a tocar, primeiro ele cantou uma música do Guns N' Roses, depois, uma do Slipknot e mais outra do S.O.A.D. 
Àquela altura o desejo já tomava conta de mim, decidi não mais perder tempo. Disse que ele seria meu, e beije-o, o clima foi esquentando cada vez mais, e quando ele estava ficando completamente louco de excitação, deixei que ele me levasse até o seu quarto, era hora de seguir em frente. Eu já não brincava com alguém a muito tempo, então tive que improvisar. Levantei-me e lhe disse que tinha algo para gente, fui até a sala de estar coloquei minhas luvas, peguei um frasco de sonífero em minha bolsa e umedeci a camisa do Slipknot dele, que estava jogada no sofá (deve estar se perguntando minha doce Marina, e os leitores do seu blog também se perguntarão: por que raios eu carregava um frasco de sonífero na bolsa se já não brincava há tempos? E eu lhes respondo: só para não perder o costume)...
Voltei para o quarto e fui engatinhando na cama, por cima dele, bom, já deve imaginar como um rapaz de 17 anos se excita facilmente, são os mais fáceis, com exceção dos virgens, e àquela altura, ele já estava mais do que louco, faria o que eu quisesse. Modesta parte, sou uma Marina muito sedutora, ao contrário de vc, Marina, é justo que vc sou eu, mas é vc muito sem graça, insossa, ninguém se sente atraído por vc, e até seu primeiro e único namorado, terminou com vc, com apenas três meses de namoro, a faculdade, ou melhor, as coleguinhas dele são bem mais interessantes, também, quem mandou vc não deixar que eu me apresentasse a ele? Mas, continuando... 
Apertei a camiseta tapando o nariz e a boca dele, o rapaz se debateu por alguns segundos, mas logo apagou, amarrei-o com os próprios lençois, agora sim, a diversão começaria de verdade, fui até a cozinha peguei álcool, fósforos e uma faca, ah, e um pedaço de madeira que estava atrás da porta, deixe-os sobre o balcão da pia. Decidi ir até uma loja de conveniência e comprei uma garrafa de vinho, e uma taça também, ninguém merece beber vinho em um copo de plástico. Ao retornar, levei todos os brinquedos para o quarto, onde meu amiguinho da noite dormia. Coloquei uma dose de vinho na taça, bebi um gole e fiquei observando o garoto. Um anjo, tão belo, tão jovem e apenas aparentemente inocente... Por um momento pensei que seria uma pena brincar com ele, afinal, o garoto só queria uma noite de prazer, mas, bem, ele teria, seria uma ótima noite, os momentos seguintes seriam, com certeza, muito divertidos...
Quando ele acordou, muito atordoado, Slipknot tocava baixinho no aparelho de som, e eu estava de pé à beira da cama, contemplando-o, ele tentou se soltar impacientemente, havia medo em seus olhos e aquilo me deixou muito animada, não perdi tempo...
Primeiro alguns cortes nos pulsos, ele gritava, e eu sorria, realmente ele estava se divertido, e eu, ah, vc já deve imaginar. Depois foi a vez do seu lindo rostinho, apesar de belo, estava muito pálido, precisava de cor, e decidi que brincaria de jogar beisebol. Uma, duas, três vezes, seu rosto sangrava, seu sangue era doce, e ele estava quase irreconhecível... Os lençois estavam manchados, e o seu corpo, tão belo, repleto de cortes e hematomas, uma verdadeira obra de arte. Olhei o relógio, putz, já era muito tarde, hora de ir, joguei álcool na cama, e ateei fogo, ele ainda devia estar vivo, mas, estava inconsciente, limpei as provas, e saí discretamente.. Ao sair recordei de que não havia me dado ao trabalho de saber o seu nome, mas, isso não importava.
 Me diverti tanto Marina, é uma pena que vc não seja como eu, uma pena que não se divirta, que não brinque.
Ah! Mais uma vez, tudo foi só um conto, apenas fruto da sua imaginação, da minha imaginação, da nossa imaginação, seria real, se vc me deixasse sair. Me deixe dominá-la! Seja minha!


Muitos beijos



Sua eu!