sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dona Morte

Seu trabalho não tem fim
Não algo prazeroso
Ao menos para mim
Uma mortal infeliz
É um trabalho monstruoso

Levar a alma dos homens

Algumas, mais cruéis que os monstros
Os homens são monstros
Sugar o sopro da vida
E conduzir o barco de almas
Remando rio da morte adentro

Passageiros de várias classes

Várias cores
Várias idades
Vários amores e temores
Todos juntos, no mesmo barco
Indo ao destino final

Dona Morte não tem culpa

Morrer é necessário
Ironia talvez
Mas, ela não pode morrer
E nem está viva

Não é a morte quem mata os homens

Ele só conduz a alma
O trabalho sujo
E inacabável

A morte nunca se cansa

Calmamente a meditar
Tocando a melodia
Bela canção que muitos temem
Logo, logo, sairá mais uma lotação
Outra viagem o barco dará
Mais almas irão embarcar