domingo, 1 de junho de 2014

Ando me sentindo muito só, eu sei que ás vezes a solidão é melhor, mas, não é muito legal se sentir sozinha mesmo estando com pessoas legais. Aliás, eu não tenho ninguém. Meus amigos se foram, todas as pessoas se foram, todos se afastaram no momento em que mais preciso. Todas as vezes é assim. Todos sempre se vão. Até mesmo o amor que sinto nunca me é correspondido, e sempre se vai. Eu gosto de alguém, e esse alguém não gosta de mim, isso é clichê, mas é sempre o que acontece. Eu sufoco as pessoas, sou grudenta, sem graça, sou um erro, um grande erro. Sou um grande iceberg no meio do oceano, uma pedra gigante, algo assim. Sou invisível e completamente dispensável. Não faço falta para ninguém. Enquanto eu não consigo viver sem a pessoa, ou as pessoas, ela ou elas sempre vivem muito bem sem mim. Eu não faço diferença alguma nesse planeta. Tanto faz eu estar viva ou não. Respirar ou não. Se eu sumir, e nunca mais aparecer, se eu morrer, nem notarão minha ausência, talvez até notem e cheguem até a se importar por um momento, mas, rapidamente seguirão com suas vidas patéticas. Aliás, minha vida é patética, eu sou a inútil, a imprestável. Sou eu quem não tenho coragem para nada, eu quem não consigo fazer nada, conquistar nada. Sou eu. Sou eu quem sou a desengonçada, a feia. Eu quem não chamo a atenção de ninguém, eu quem não tem assunto, quem não anima, que não é dinâmica, quem não acrescenta. Sou eu quem não tenho o que todos têm. Eu quem não sou a descolada, quem não impressiona. Eu quem nem mesmo tenho um estilo musical definido, quem não sabe andar de bicicleta, quem não saber aproveitar a vida.  Eu quem não sou bela, quem não sabe beber, dançar, tocar, cantar, quem não sabe desenhar, quem não sabe nada. Sou eu quem vive de falsas aparências, quem não sabe o que quer. Eu nem mesmo sei quem sou, qual a minha personalidade, o que quero ser. Eu quem não tenho nada, não sou nada, nunca fui nada, não serei nada. Nem mesmo humana eu sou. O que sou então? Eu não sei! Não sei por que ainda vivo aqui torturada por ser invisível, mesmo estando visível, mesmo estando no meio do caminho. Eu quem sou passada para trás, deixada no canto, fora de campo.
Sou eu quem não tem coragem para morrer e quem não tem coragem para aceitar essa invisibilidade patética e aceitar essa vida.