terça-feira, 2 de setembro de 2014

De volta à ativa

Essa é uma obra e ficção com meras referências à realidade

Olá minha Doce Marina

Como vai você??

Nunca mais falou comigo, me senti abandonada sabia?
Prometi a mim mesma que não lhe escreveria novamente, mas, eu te amo...
Tenho tido alguns problemas, voltei a brincar com pessoas.
Eu prometi a vc que pararia, eu juro que parei... Mas, aí vc foi para a Universidade nova, vc resolveu remexer o passado, desenterrar pessoas, e se machucou de novo, tive que voltar à ativa meu doce.
Fiz uma visita à universidade, pôxa, é um lugar muito bonito, especialmente à noite, aquelas árvores e campos enormes, chega a ser assustador, meio sinistro, em fim, perfeito.
Eu andava pelos lugares mais sombrios de lá, afinal, preferia uma presença discreta, vc sabe como as pessoas meio que estranham minha gloriosa presença naquele lugar, ao contrário de vc, eu chamo atenção mesmo sem querer chamar. Bom, lá estava eu caminhando tranquilamente e imaginando a facilidade que teria para entrar lá com uma arma e brincar de tiro ao alvo com alguns estudantes medíocres que se acham superiores, ou ainda aqueles que fazem a linha simpatia e popularidade, vc sabe que odeio pessoas assim, vc adoraria ser uma delas, eu não. Em fim, onde eu estava mesmo? Ah, sim, me lembrei! Lá estava eu caminhando tranquilamente quando derrepente avisto um grupo de estudantes bebendo vodka e sorrindo muito, nesse grupo havia um belo rapaz, me interessei por ele, e sim, ele seria minha companhia da noite.
Me aproximei deles e me perguntaram qual era o meu nome e se eu fazia algum curso lá, eu disse-lhes que me chamava Karina e que era caloura de Economia, bom, tive que usar o curso que vc faz e um nome fictício para uma estudante fictícia, foram os primeiros a vir em minha mente, por sorte, nenhum deles ela calouro do mesmo curso, o rapaz, aquele que eu te falei, se chamava Arthur era estudante de direito, pensei: perfeito! Eles me convidaram para se juntar a eles, e eu aceitei, já tinha um plano traçado em minha mente, vc sabe que sempre tenho planos e recursos para executá-los. Bebi uns dois copos de vodka pura, conversando e rindo, enquanto eles viravam, um, dois, três, quatro copos, na tentativa de ver quem resistia mais, kkkk, pobres tolos.
O tempo passou e até que uma das garotas completamente bêbadas começou a vomitar, então, os outros do grupo decidiram ir para casa, e levar a tal garota idiota. Eu disse que estava tarde e que estava sem carro, por que o meu estava em manutenção (vc sabe que não tenho carro, nem sequer sei dirigir), perguntei se ele tinha o número de telefone de algum taxista, mas, ele logo se ofereceu para me dar uma carona, e é claro que eu disse sim, se não fosse muito incômodo.
Lá estávamos nós no carro dele em direção a minha casa, mas, eu não o levaria à minha casa. O carro parou no sinal e eu lhe disse que tinha uma ideia melhor, irmos para a casa dele, ele virou-se para mim com uma expressão maliciosa e disse: "tudo bem mocinha, seu pedido é uma ordem".
Quinze minutos depois estávamos na casa dele, mal abrimos o portão e ele veio para cima de mim, seria muito fácil dessa vez, pensei. Deixei que ele me beijasse e que tirasse minha blusa, arranquei a camisa dele também, e quanto percebi que ele estava ficando bem mais excitadinho, interrompi os amassos, era a hora de começar a diversão. Levantei-me e perguntei se tinha algo para beber, ele me indicou a localização das bebidas, vinho, de uma boa safra, vc sabe que adoro vinho. Pedi para ele subir para o quarto e deixar a porta aberta, para que eu soubesse exatamente onde ficava.  Peguei duas taças, coloquei uma dose em cada uma, e um pó mágico na taça dele, fui para o quarto e dei-lhe a taça, ele bebeu, e em dois, três minutos a bebida batizada começou a fazer efeito. É incrível ver como ainda existem pessoas inocentes que se acham espertas.
Quando ele acordou, já estava amarrado na cama, e sem roupas, e eu, eu bebia tranquilamente o vinho, sentada em uma poltrona, enquanto contemplava aquele belo rapaz, meio confuso, mas, ainda crente que iria se divertir comigo, na verdade ele iria, ou não, só sei que para mim, seria divertido.
Eu lhe disse: Ora, ora, meu belo adormecido acordou, chamei uma amiga para brincar com a gente, se não se incomodar é claro. Ele sorriu, apesar de meio atordoado e perguntou qual o nome da minha amiga, pediu para que eu mandasse ela entrar, bom, eu falei que o nome dela era Dorothy (sim, o nome da personagem do Mágico de Oz, vc sabe que sou meio poética), e mostrei-lhe uma faca, aquela que comprei à tempos atrás, estilo militar, feita de aço inoxidável banhada a prata e blá, blá, blá, meu xodó.
 A expressão de malícia logo se desfez quando ele viu o que eu tinha nas mãos, e vendo a minha expressão, ele começou a se encolher na cama, tentava se soltar eu acho, e bem, parecia que iria se divertir tanto quanto eu.
Primeiro um corte leve nos braços, ele gritou e eu sorri... Continue a fazer minha bela obra artística em seu corpo, ele gritava cada vez mais, acho que estava adorando tanto quanto eu aquele momento, eu estava excitadíssima, fiquei um bom tempo naquilo, até que comecei a enjoar, toda brincadeira cansa, então, peguei uma vela, acendi e esquentei a faca na vela, tocava a pele dele, que chiava e se encolhia, fazendo bolhas instantâneas que se abriam em ferimentos, ele já não gritava mais, apenas me olhava com uma expressão que não consegui identificar, depois que seu corpo inteiro já estava marcado, quer dizer, quase inteiro,

Até mais meu bem! Beijos, beijos!