quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

By: Sheen

Chega uma hora em que você se sente sozinho, mesmo querendo estar. As vezes a solidão aperta forte demais, tanto que lhe faz pensar se tens força o suficiente para aturá-la calado. Você sente falta daqueles que um dia não quis nem ver a cara, sente falta dos momentos simples e bobos, porém, que tinham grande importância, mas você não via. Momentos estão aí para serem vividos, e não lembrados. Chega uma hora que você se sente desprezado, deixado de lado, por aqueles que você mais queria ter por perto, mas, nem mesmo você sabe explicar por que se foram. Até o maior solitário sente falta de alguém, que ainda não apareceu, ou que já se foi. Talvez você não precise de muito, talvez precise apenas ouvir aquilo que você sente que lhe falta, mas, não sabe bem o que é. Talvez um abraço resolva. Talvez uma promessa real de que não irão partir. A questão é que a solidão é boa, lhe entende, mas, vivemos de solidão e acabamos nos esquecendo de todo o resto. Quantas pessoas já se foram, quantas ainda irão partir, quantas irão chegar, e o que aprendemos com tudo isto? É que a falta surge, o arrependimento, a perda e a saudade. Ou você aproveita o que está vivendo, ou então deixa partir, por talvez não gostar do que vive, mas, saiba, sentirás falta de tudo isto e se culpará por não ter segurado aquilo que mais queria ter perto hoje...

Aviso

Minhas postagens já estão raras, e ficarão cada vez mais raras, a faculdade começa dia 03 de fevereiro, e terei que morar com a minha tia em outra cidade, então, não sei com que frequência poderei atualizar o blog. 
Mas, sempre que possível estarei atualizando.

Ausência II

Estive ausente
Eu sei
Estive ausente 
E permanecerei ausente

Ausente por muito tempo

Ou talvez por pouco
Não sei ao certo

A vida muda

As coisas mudam
Sacrifícios são necessários
Para que metas sejam alcançadas

Sacrificarei minh'alma

Sacrificarei minhas paixões
Para que outras paixões
Possam viver

Que outras paixões

Possam viver
E continuarem vivas

Continuarem vivas

Por muito tempo
Até o fim da vida
E não por pouco

Mas, não sei ao certo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Vingança demoníaca ( Parte II)

Acordei com o sol em meu rosto, me sentindo muito estranho, e com uma dor de cabeça insuportável, resultado de mais uma noite de porre, pensei. Levantei, coloquei água em uma bacia, e fui lavar meu rosto, depois, olhando-me em um espelho velho e pela metade, decidi fazer a minha barba, que já não havia sido feito à semanas. Quando terminei parecia muito mais jovem, minha Rose adorava quando eu fazia a barba.
Fui me vestir, e só então lembrei do que acontecera na noite anterior.  Eu fizera um pacto, prometera o meu corpo e a minha alma para Lúcifer, o príncipe do inferno, em troca de poderes suficientes para que pudesse mandar Samuel para lá, e vingar a minha amada. Será que realmente havia feito isso? Será que não apenas sonhara? Sempre fui um cara muito religioso, aquilo só poderia ter sido um sonho. Logo mudei de opinião, quando vi uma marca no meu pulso esquerdo, um corte, que não tinha antes, e que se cicatrizava, então cheguei a conclusão de que era verdade, eu havia feito um pacto.
Ainda estava perdido em pensamentos, quando percebi que tudo ao meu redor levitava, fiquei extremamente assutado, será que Lúcifer estava lá? Não, não havia ninguém, além de mim naquele quarto. Eu havia feito aquilo, e o ser das trevas já começara a cumprir sua parte do acordo.
De repente alguém bateu na porta, com muita cautela, fui abrí-la, e era a ruiva, a mulher ruiva da outra noite.
— Olá Martín! Bom dia!  — Ela disse. 
— Olá! Qual o seu nome?
— Aqui na terra, você pode me chamar de Elena. 
— Muito bem. Olá Elena. O que veio fazer aqui?
— Continuar cumprindo o acordo, fazendo o combinado. Vim buscá-lo, agora que já possui seus poderes, vamos perseguir Samuel, arrume suas coisas, e esses trapos que chama de roupas, providenciarei novas quando chegarmos.
—O que? Para onde vamos?
— Odeio gente que fica fazendo perguntas... Adiante-se, vamos para Inglaterra.

Aviso!

Depois de muito pensar e pensar, decidi ir passar um tempo na casa da minha tia.
Fui para lá na segunda e voltei para casa ainda há pouco. Bom, não foi uma semana ruim, até que foi legal, bem legal, mas, agora já estou de volta, e voltarei a postar mais coisas em breve.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vingança demoníaca (Parte I)

Era noite de segunda-feira, dois dias antes do Natal, eu havia saído para apanhar lenha e minha amada Rose ficara em casa, começando os preparativos da ceia. A bela lua cheia fora coberta pelas nuvens e uma neblina densa impedia que qualquer ser normal enxergasse mais do que dois palmos à frente do nariz.
Afastei-me alguns metros da casa, não demorei muito para retornar, mas, houve tempo suficiente para que o pior acontecesse. 
Gritos desesperados cortaram o silêncio da escuridão, eram os gritos da minha Rose. Corri o mais rápido que pude, neblina adentro de volta para casa, parei abruptamente quando cheguei à porta, que era feita de madeira maciça, e possuia dobradiças de ferro, mas havia sido arrancada.
Encontrei a minha amada ainda nos braços do assassino, ele cravara seus dentes no pescoço de Rose, e parecia estar sedento, possuia cabelos negros, pele extremamente branca, dentes pontiagudos e afiados, era um rapaz jovem. Somente quando saciou a sua sede, deu-se ao trabalho de notar-me, estava com a boca ensanguentada, apenas limpou-a com o dorso da mão dieita, e sorriu para mim, um sorriso debochado e completamente frio. 
Tomado pela raiva, empunhei o machado que estava em minhas mãos e parti para cima dele com toda a minha força. O jovem apenas esquivou-se, em uma velocidade sobrenatural e saiu pelo mesmo lugar por onde havia entrado.
Ainda pude ouvir as últimas palavras de minha Rose, entre sussurros ela disse: " — Martín, eu te amo."
Arrasado por ter perdido a razão da minha felicidade, eu passei dias andando atrás daquele vampiro desgraçado que a matara. Dormia em estalagens imundas, bebia em tavernas fétidas, e foi em uma dessas tavernas, que descobri uma forma de chegar até ele.
Enquanto chorava e bebia um whisky barato no balcão, um senhor se aproximou de mim. Alto, um tanto forte, cabelos grisalhos, muito bem vestido e elegante, foi direto ao ponto: " — Martín Thompson, camponês, vivúvo e que quer vingança, quer matar o vampiro que acabou com a vida de sua Rose, hum, prazer em conhecê-lo, sou Lúcifer, e terei prazer em ajudá-lo."
— Como você pode me ajudar? Por acaso é Deus?
"— Não, mas, posso ajudá-lo."
— Ah! É um anjo?
"— De certa forma, sim."
—  Sou apenas um pobre desgraçado, bêbado, que quer vingança. Minha mulher foi morta por um vampiro, uma criatura que pensei que nem existisse, todos que me ouvem contar a minha história, pensam que estou louco. Talvez você possa me ajudar, mas, irá querer algo em troca, e não tenho nada a lhe oferecer.
"— Eu acredito em você, confie em mim, quero que vá a esse endereço, hoje, à meia noite, e lhe apresentarei minha proposta."
O homem levantou-se, pagou sua conta, e deixou-me dinheiro suficiente para que eu pagasse a minha. Após hesitar algumas vezes, decidi ir, afinal, jurei a mim mesmo que faria de tudo para vingar Rose.
Aquele era o endereço de um casebre no meio da estrada, no centro de uma encruzilhada, parecia vazio, eu empurrei a porta, que estava entreaberta, e lá estava alguém à minha espera. Era uma mulher, uma bela mulher, uma ruiva encantadora, em um vestido vermelho, com um batom vermelho, era realmente linda.
"— Olá Martín, sabia que você viria! Lúcifer pediu para que eu conversasse com você. Ele tem uma proposta tentadora para lhe fazer."
— Diga logo de uma vez! Está frio, e não tenho tempo a perder.
"— Pois bem, ele pode te ajudar acabar com Samuel, o vampiro que matou a sua esposa."
— Samuel? Então esse é o nome dele. Como Lúcifer pode me ajudar?
"— Ele sabe onde ele está, mas Samuel é muito poderoso, você precisaria de algo além de sua força humana para destruí-lo. Então, Lúcifer está lhe propondo um pacto, ele lhe mostra a localização de Samuel, e te dar poderes suficientes para acabar com ele, em troca, você cede o seu corpo para que Azazel possa realizar algumas obras aqui na terra, depoi a sua alma, além de trabalhar para que outros humanos façam o pacto com ele. É pegar, ou largar."
— Esse é um preço um pouco alto a se pagar, mas, como não tenho mais nada a perder, diga a ele que topo. 
"— Sabia que você aceitaria!"
 Ela estendeu-me um papel, na verdade, era pele, pele humana, e um punhal.
"— Assine aqui! Com o seu sangue!"
— Eu contei o meu pulso esquerdo e deixei gostas do meu sangue cair no local marcado. Logo após, ela beijou-me.
"— O pacto está selado! É um prazer fazer negócio com você, serei a sua guia apartir de agora, nos vemos amanhã! Até mais!"
Dizendo isso, ela desapareceu. Voltei para estalagem onde estava hospedado, e adormeci...


(Continua...)