quarta-feira, 28 de maio de 2014

Maldito sonho!

Noite passada tu esteves comigo
Disseste que eras meu
Que sempre fora, e sempre seria
Para sempre, tu e eu

Me beijastes docemente

Me ensinastes a amar
E te amei intensamente
Sob a luz do luar

Nada mais importava

O passado sumiu
O presente evaporou-se
E toda dor se esvaiu

Um raio de sol em minha face

E você desapareceu
Acordei muito assustada
Sem saber o que ocorreu

Percebi que foi um sonho

Sim, eu havia sonhado
Mas, foi tudo tão real
Não queria ter acordado


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ela pisou em meu pé

Olá minha doce Marina!

Escrevo para contar-lhe mais uma situação que me ocorreu, antes que vc e os leitores do seu blog comecem a me encher o saco, lhes aviso logo: a culpa não foi minha.
Bom, estava eu voltando para casa, mais uma vez no maldito ônibus do meu bairro, mas, até que ele não demorou a chegar no ponto, e não me lembrava uma lata onde pobres sardinhas tiveram seus corpos espremidos e colocados em conserva após serem retiradas forçadamente do mar. Em fim, o tempo estava agradável, frio, tanto que até vesti o meu velho moletom preto, eram seis da tarde e tudo havia escurecido, simplesmente perfeito. Hoje minha Marina, eu sei que é mais um daqueles dias em que vc está mal, e não sabe o motivo, em que todos perguntam o porquê de estar mal e vc não sabe responder, quer dizer, todos não, afinal quase ninguém percebe que não estás bem, só eu, só eu sei quando não estás bem, por que eu, eu sou vc. Mas, voltando, até ali tudo estava insuportavelmente normal e entediante, eu estava a ponto de surtar, pessoas insignificantes conversando sobre coisas insignificantes, a imbecil da cobradora discutindo com um passageiro imbecil, e blá, blá, blá... Até que aconteceu, alguém pisou em meu pé. Vc sabe que eu não sou tão compreensiva e paciente quanto vc, e depois de passar vinte minutos naquele tédio, eu já estava a ponto de atirar em todos, ou em mim mesma, pena que vc nunca me deixou comprar uma arma. Em fim... Pisar em meu pé, foi demais, esperei ela descer e calmamente a segui, colocando discretamente minhas luvas enquanto preparava um breve plano para apagá-la, quando caminhava por uma rua deserta e sem muita iluminação, eu a segurei por trás, a derrubei no chão e a imobilizei, ah, precisava ver como ela se debatia, assustada com um filhotinho sem mãe apreendido por caçadores. Envolvi minhas mãos em seu pescoço, e apertei, cada vez mais forte, e ela se debatia cada vez mais forte, seus esforços eram inúteis, ela sabia, a morte estava bem próxima, mas ainda assim lutava. As suas contrações musculares foram diminuindo até que ela apagou, devia estar morta, pois não respirava mais, só que não havia sangue, eu queria que houvesse, então, a degolei, e fui embora, enquanto seu sangue esvaia lentamente através do corte em seu pescoço.
A culpa não foi minha, foi ela quem pisou em meu pé. Na verdade, bom, eu é quem não fui com a cara dela mesmo.
E continuo a imaginar o momentos que não me deixas viver...

Mil beijinhos my dear...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

By: Charles Bukowski

Se vai tentar 
siga em frente.


Senão, nem começe!

Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.


Pode significar ficar sem comer por dias,

Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...


A desolação é o presente

O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.


Se vai tentar,

Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

Psicopatia

Eram seis e meia da tarde, eu acabara de sair da faculdade e esperava impacientemente no ponto de ônibus. O ônibus para o bairro onde moro estava atrasado, como sempre aliás. Quando olhei para o lado, lá estava ele, um belo rapaz, com um violão. Aparentava ter uns 17 anos, cabelos negros, camiseta de uma banda de rock, da Slipknot, para ser mais exata, como era belo aquele jovem mortal. 
Alguns minutos depois, a porcaria do ônibus chegou e eu entrei, ele entrou logo atrás, juro que tentei, mas foi o destino quem quis, e não se pode lutar contra a força do destino, ele seria meu companheiro naquela noite. 
Esperei ele descer, e desci logo atrás, na mesma parada, caminhamos por alguns metros e decidi puxar assunto, ele foi bem gentil comigo. Começamos a conversar sobre o caos do transporte e logo passamos a falar sobre rock, ele tinha uma banda, perguntei onde ele morava e ele me disse que dividia o aluguel  de uma casa com um amigo há alguns metros dali, que esse amigo cursava matemática na universidade estadual à noite e que estava passando a semana na casa dos pais, isso era perfeito, como eu disse, foi o destino quem quis.
Disse que gostaria de ouvi-lo tocar, e me convidei para ir até sua casa, lógico que ele aceitou, tão ingênuo...
Era uma casa pequena, e com pouca iluminação, sofá, TV, videogame, decoração e arrumação típicas de garotos que moram sozinhos. Nos sentamos no sofá, ele tirou o violão do case e começou a tocar, primeiro ele cantou uma música do Guns N' Roses, depois, uma do Slipknot e mais outra do S.O.A.D. 
Àquela altura o desejo já tomava conta de mim, decidi não mais perder tempo. Disse que ele seria meu, e beije-o, o clima foi esquentando cada vez mais, e quando ele estava ficando completamente louco de excitação, deixei que ele me levasse até o seu quarto, era hora de seguir em frente. Eu já não brincava com alguém a muito tempo, então tive que improvisar. Levantei-me e lhe disse que tinha algo para gente, fui até a sala de estar coloquei minhas luvas, peguei um frasco de sonífero em minha bolsa e umedeci a camisa do Slipknot dele, que estava jogada no sofá (deve estar se perguntando minha doce Marina, e os leitores do seu blog também se perguntarão: por que raios eu carregava um frasco de sonífero na bolsa se já não brincava há tempos? E eu lhes respondo: só para não perder o costume)...
Voltei para o quarto e fui engatinhando na cama, por cima dele, bom, já deve imaginar como um rapaz de 17 anos se excita facilmente, são os mais fáceis, com exceção dos virgens, e àquela altura, ele já estava mais do que louco, faria o que eu quisesse. Modesta parte, sou uma Marina muito sedutora, ao contrário de vc, Marina, é justo que vc sou eu, mas é vc muito sem graça, insossa, ninguém se sente atraído por vc, e até seu primeiro e único namorado, terminou com vc, com apenas três meses de namoro, a faculdade, ou melhor, as coleguinhas dele são bem mais interessantes, também, quem mandou vc não deixar que eu me apresentasse a ele? Mas, continuando... 
Apertei a camiseta tapando o nariz e a boca dele, o rapaz se debateu por alguns segundos, mas logo apagou, amarrei-o com os próprios lençois, agora sim, a diversão começaria de verdade, fui até a cozinha peguei álcool, fósforos e uma faca, ah, e um pedaço de madeira que estava atrás da porta, deixe-os sobre o balcão da pia. Decidi ir até uma loja de conveniência e comprei uma garrafa de vinho, e uma taça também, ninguém merece beber vinho em um copo de plástico. Ao retornar, levei todos os brinquedos para o quarto, onde meu amiguinho da noite dormia. Coloquei uma dose de vinho na taça, bebi um gole e fiquei observando o garoto. Um anjo, tão belo, tão jovem e apenas aparentemente inocente... Por um momento pensei que seria uma pena brincar com ele, afinal, o garoto só queria uma noite de prazer, mas, bem, ele teria, seria uma ótima noite, os momentos seguintes seriam, com certeza, muito divertidos...
Quando ele acordou, muito atordoado, Slipknot tocava baixinho no aparelho de som, e eu estava de pé à beira da cama, contemplando-o, ele tentou se soltar impacientemente, havia medo em seus olhos e aquilo me deixou muito animada, não perdi tempo...
Primeiro alguns cortes nos pulsos, ele gritava, e eu sorria, realmente ele estava se divertido, e eu, ah, vc já deve imaginar. Depois foi a vez do seu lindo rostinho, apesar de belo, estava muito pálido, precisava de cor, e decidi que brincaria de jogar beisebol. Uma, duas, três vezes, seu rosto sangrava, seu sangue era doce, e ele estava quase irreconhecível... Os lençois estavam manchados, e o seu corpo, tão belo, repleto de cortes e hematomas, uma verdadeira obra de arte. Olhei o relógio, putz, já era muito tarde, hora de ir, joguei álcool na cama, e ateei fogo, ele ainda devia estar vivo, mas, estava inconsciente, limpei as provas, e saí discretamente.. Ao sair recordei de que não havia me dado ao trabalho de saber o seu nome, mas, isso não importava.
 Me diverti tanto Marina, é uma pena que vc não seja como eu, uma pena que não se divirta, que não brinque.
Ah! Mais uma vez, tudo foi só um conto, apenas fruto da sua imaginação, da minha imaginação, da nossa imaginação, seria real, se vc me deixasse sair. Me deixe dominá-la! Seja minha!


Muitos beijos



Sua eu!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Viva!

Viva para ver a desgraça dos homens
Viva para ver a humanidade se destruir
E quando não houver mais chance a nenhum mortal
Só então poderás partir

Viva, para sentir a alegria em vê-los
Matando e morrendo de formas banais
Viva para ver os presidentes
Sendo devorados pelos animais

Viva! Viva! Viva!
Veja o melhor espetáculo do mundo
Mortais implorando pela morte
Nesse matadouro imundo

Oh! Quão doce será esse momento!
O mais belo de todos os dias!
São só humanos insignificantes
Verás o fim das suas agonias

Doce e querida criança
És um ser mais que tão belo
Verás o fim de todos os homens
Lá do alto, em seu castelo.

Agora durma amor
Durma e sonhe lindo anjinho
Ouvindo a melodia da noite
Que o embala com carinho


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Mas um lixo sobre amor

E se o amor não existe qual é o sentimento tão forte que sinto então?


Já me fizeram essa pergunta, inúmeras vezes quando eu digo que o amor não existe

Bom, o amor existe, ele existe sim, mas, é algo muito mais forte do que as pessoas estão acostumadas a sentir, algo que eu nunca senti, por que, penso que para ser amor, esse sentimento tão forte deva ser sentido igualmente por ambas as partes.

Sem amor, o mundo nada seria
Sem amor, a humanidade já teria acabado
Cada ser se destruiria


Mas, amor que é amor

É puro, é forte, é sincero
Amor, não causa dor


Foi isso que aprendi

Ao dizer que amava
Ao me entregar de alma
A quem de alma não se entregava


O amor, como eu disse, é perfeitamente lindo, não existe nada mais belo e fascinante, é tão fascinante quanto a morte, tão belo quanto o nascimento da vida... Mas, onde começa a vida?



A vida começa na morte

A morte começa na vida
Cabe aos mortais terem a sorte
De viver uma vida bem vivida


Mas, voltando para o amor, eu digo que amem, amem muito, amem intensamente, mas antes de se deixarem livres para amar, certifiquem-se de que, são amados, de que o alguém que vc quer amar, o ama, e faria tudo por vc, se esse alguém faz tudo por vc, não cometam o erro de amar um mortal que apenas finge ou acha que ama...



O amor é um sentimento bom

Não há nada que ele não faça
Pode levar um homem à glória
E esse mesmo homem, à desgraça


Dor

Quero deitar-me com minha dor
Desejo-a mais do que a sinto
Ah, quão deliciosa noite teremos
Corpos nus em meio ao luar

Quero matá-la de prazer

Tê-la em minhas mãos
De corpo inteiro
E de alma

Minha dor é a mais bela de todas

A que possui o sorriso mais triste
As lágrimas da minha dor
São as mais deliciosas que existe

Sim, quero deitar-me com a minha dor

Senti-la intimamente
Uma noite inteira de amor
Tê-la em mim, profundamente

Pela manhã partirei

Deixarei-a para trás
Nunca mais retornarei
Não retornarei jamais