sexta-feira, 27 de junho de 2014

A flautista fantasma

Essa história não é real, é uma obra de ficção, que poderá ter referências com a realidade.






Em uma pequena cidade, cercada por duas belas formações rochosas, havia uma orquestra filarmônica.

Era uma pequena orquestra com quase noventa anos de existência. Muitos passaram por ali, alguns, já faleceram, outros, seguiram caminhos diferentes, onde a participação na orquestra, infelizmente tivera de ser sacrificada.
Tudo era tranquilo e divertido na pequena sede onde os ensaios ocorriam, o clima de amizade pairava no lugar. Eram músicos bem diferentes entre si, e apesar de uma desavença ou outra, todos compartilhavam momentos de diversão, brincadeiras e histórias engraçadas, e até havia um clima de flerte no ar algumas vezes. 
Havia uma garota que fazia parte da orquestra, ela era flautista e se chamava Angelina. 
Angelina era tímida. Chegava cedo aos ensaios, saía assim que eles terminavam. Pouco se sabia sobre a garota, exceto que ela era solitária, inteligente, e que amava música. Angelina mal abria a boca, só conversava ás vezes com alguns colegas de orquestra e com o seu instrutor Samuel.
Um dia Angelina decidiu pedir a chave do lugar, disse que gostaria de ficar ensaiando até mais tarde, Angêlo, o responsável pelas chaves achou estranho, mas, o que poderia haver de mal?
No dia seguinte bem cedo, Angelina devolvera as chaves. O dia passou, e o ensaio de sexta ocorreu normalmente, mas, sem a presença de Angelina, o instrutor achou estranho, ligou para a mãe da garota, mas, a mãe lhe disse que ela já havia se recolhido.
No dia seguinte os integrantes principais da orquestra viajariam para fazer algumas apresentações, durante quatro dias, então não haveria ensaio. Angelina era flautista e novata, não possuia conhecimento suficiente sobre música, nem havia ensaiado o suficiente, logo, não poderia ir. 
Na noite do sábado, Angelina saiu, disse que iria à casa de uma colega, assistir a um filme com mais outros colegas de orquestra que haviam ficado. A mãe, estranhou, mas, ficou contente, por que finalmente sua filha estava tentando mais uma vez, se enturmar com as pessoas.
O dia amanheceu, e Angelina não chegara, a mãe foi à casa da colega de Angelina, mas, a garota dissera que ela nem sequer havia estado lá. Passou-se o domingo, e nada... Na segunda-feira, as duas emissoras de rádio já noticiavam o desaparecimento da garota, na cidade, não se falava em outra coisa. Alguns diziam que ela fora sequestrada, ou que fugira com algum namoradinho, pensou-se em estupro e assassinato, três colegas mais próximos foram interrogados. 
Era quarta-feira, seis e quinze da tarde, alguns integrantes da filarmônica aguardavam Ângelo e Samuel, para retomarem a rotina de ensaios. Seis e vinte Samuel chegou. 
Ás seis e vinte e cinco, Ângelo chegou, cumprimentou os demais músicos, abriu a grade, ao subir as escadas, notou um cheiro diferente, uma atmosfera diferente, um cheiro de morte. 
Poderia ser algum animal que havia morrido, apressou-se em abrir a porta. E lá estava Angelina, pendurada no teto por uma corda em volta do pescoço, um copo com ricinina quebrado, e a flauta cuidadosamente colocada sobre a cadeira, o albúm de partituras aberto em "Dois Corações", o nome do seu dobrado favorito. Um belo poema ao lado da partitura, e um diário, onde estava escrito todas as emoções, pensamentos e sentimentos da garota, um texto de despedida e um pedido: ter uma música criada em sua homenagem em que houvesse um solo de flauta.
Quarta-feira, seis e meia da tarde, chegava ao fim a busca por Angelina. 
Trombonistas, saxofonistas, trompetistas, e músicos em geral, todos choraram a morte da flautista. 
Não entendiam por que ela fizera aquilo. Mas, cumpririam a promessa.
Os músicos mais experientes, se uniram, compasso por compasso, nota por nota, e criaram o dobrado mais lindo e mais triste que poderia haver. O "Angelina", cujo o solo da flauta era tímido como a garota, porém o mais belo solo que já se ouvira.
E todas as noites durante a madrugada, pessoas ouviam um flautear que vinha da sede da orquestra. Alguns corajosos subiam e espiavam pelas frestas da janela, não viam nada, nem flauta, nem flautista, e a melodia cessava quando o dia amanhecia. 
Coincidência ou não, quase sempre o que se ouvia, era o dobrado "Dois Corações".


Dona Morte

Seu trabalho não tem fim
Não algo prazeroso
Ao menos para mim
Uma mortal infeliz
É um trabalho monstruoso

Levar a alma dos homens

Algumas, mais cruéis que os monstros
Os homens são monstros
Sugar o sopro da vida
E conduzir o barco de almas
Remando rio da morte adentro

Passageiros de várias classes

Várias cores
Várias idades
Vários amores e temores
Todos juntos, no mesmo barco
Indo ao destino final

Dona Morte não tem culpa

Morrer é necessário
Ironia talvez
Mas, ela não pode morrer
E nem está viva

Não é a morte quem mata os homens

Ele só conduz a alma
O trabalho sujo
E inacabável

A morte nunca se cansa

Calmamente a meditar
Tocando a melodia
Bela canção que muitos temem
Logo, logo, sairá mais uma lotação
Outra viagem o barco dará
Mais almas irão embarcar




Nua

Fitava o seu corpo refletido no espelho
Aquelas mãos perderiam-se facilmente naquelas curvas
Deslizariam lentamente
Curvas imperfeitas
Corpo imperfeito

Nua

Olhava-se, observava cada centímetro de si
O que tiraria, o que mudaria o que deixaria
Ah, e imaginava aquelas mãos deslizando por seu corpo
Será que elas o apreciaria?
Imperfeições, imperfeições, perfeita

Tudo nela era perfeito

Cada imperfeição era perfeita
Cada coisa que ela mais odiava
Era o que a tornava perfeita

Perfeita em suas imperfeições


Nua a fitar-se no espelho
Graciosa e imperfeita
Perfeita

E aquelas mãos

Ah! Aquelas mãos
Perderiam-se deslizando lentamente naquelas curvas
Curvas mal feitas, mas perfeitas.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Poema de madrugada

Pensar em ti me dá insônia
Tu nãos sais da minha cabeça
Tu me fazes mal
Não tu em si
Mas, não tê-lo aqui
Não tê-lo comigo, para mim
Isso me faz mal

Tua frieza me corrói o coração

Saber que não sentes o mesmo por mim
Que talvez sinta apenas dó, pena, medo
Faz meu pobre coração machucado
Solitário coração
Faz esse coração aqui doer

Coração dói 24h por dia

Como se cada batida fosse um grito de dor
E é como se minh'alma suplicasse por teu amor

Eu só queria que pegasses meu coração

Me tirasses do abismo
Me desses o teu amor

Sinto uma dor insuportável a cada vez que me ignoras

Cada vez que mentes, que somes
Cada vez que em outros braços estás
Cada vez que teu beijo é dado em outra boca
Cada vez que não se importa com meus esforços para te ter

Meus esforços para te ter parecem inúteis

São inúteis
Ridiculamente inúteis

Me canso do teu jogo

Mas continuo a jogar
Tu me tens  fácil
E por isso se faz de difícil

Não me queres, eu sei

Não da forma que te quero
Viver assim já perdeu o sentido
Quero que te ter para mim
Quero que sejas meu
Para que assim eu possa viver
Tudo de bom e ruim ao lado teu

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Esquecimento

Bom, sei que isso é muito clichê, ainda mais de uns tempos para cá, mas, eu tenho um medo, esse medo é como um fantasma a me assombrar, um demônio que me tortura. Eu tenho medo de ser esquecida, medo do esquecimento. 
Esse é um dos maiores medos que tenho, e bom, eu tenho vários. Minha vida inteira é repleta de medos bobos. Mas, o medo de ser esquecida, é realmente grande e assustador, é devastador. 
O problema é que, eu sempre sou esquecida, por que o medo paralisa, ou faz você agir de forma com que ele se torne concreto. O medo de alguma coisa, só atrai essa coisa.
De tanto temer. acaba acontecendo. De tanto imaginar o esquecimento, acabo tornando-o real.
Pessoas entram na minha vida, fazem com que eu me importe com elas, e depois simplesmente me esquecem. Bom, não assim, de uma hora para outra, mas, depois que o meu medo de ser esquecida, se reflete em minhas atitudes, e fazem elas partirem, me esquecerem. Mas, ás vezes nem é o meu medo, ás vezes sou esquecida por elas de maneira simples mesmo. 
Sou esquecida de várias maneiras: de maneira fácil, de maneira simples, de maneira rápida ou gradativamente.
Sou esquecida e substituída, como uma peça velha de um carro, ou pilhas esgotadas de um brinquedo.
Sou esquecida, e deixada para trás.
Sou transformada em passado
Sou um passado que é apagado
História começada, mal escrita, não terminada e apagada
As pessoas me esquecem. Eu, as guardo sempre na minha memória.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Uma carta aos meus

Mãe, pai, antes de mais nada, quero que me perdoem, perdoem por eu ter fracassado, perdoem por eu não ser a filha que vcs sonharam, perdoem por eu ter aparecido do nada, e por ter nascido antes de minha irmanzinha e deixado ela morrer sufocada, perdoem por eu ser uma condenada ao fracasso. Família, perdoem por eu ser um poço de fracasso. Perdoem por eu não ter nascido com cabelos longos e lisos, por eu não ser a princesa que queriam. Garotos que gostei, e garoto que gosto, perdoem por eu ser a nerd, feia, medrosa, grudenta, por eu ter cérebro, por eu ser um tanto intelectual, e por não ser sexy, bonita, gostável, atraente. Amigos e amigas, perdoem por eu ser um poço de drama, por eu não saber dançar. 
Perdoem por toda atenção que dei a vcs. Por todos os sms e mensagens de textos.
Sociedade, me perdoe, perdoe por eu não ser um exemplo, aquela garota que pega todos, que ouve funk, não ser a menina que vai a igreja, que ama rosa, a que tem mil curtidas nas fotos do facebook, que é mega disputada, perdoe por eu não vip, não ser top, perdoe por eu ser um nada, perdoe por eu ser responsável. A todos vcs, eu quero dizer que tentei, eu tentei agradar e ser do jeito que cada um queria, eu tentei ser um sucesso.
Me perdoem! Me perdoem! Me perdoem
Mas, eu nunca poderei perdoá-los. Se agora caminho para o fim, vcs são os culpados. Se vivo em um poço de angústia e tristeza. Se estou à beira da loucura. A culpa é de vcs! Parabéns! Vcs estão acabando comigo.

domingo, 15 de junho de 2014

Haverá um recomeço?

Levanta cansada
Anda cansada
Sonha cansada
Vive cansada

Pobre anjo

Agora cansada
Tivera cada asa
Uma por uma arrancada

Nem era um anjo

Um anjo caído
Era um anjo comum
Pelo mundo esquecido

Esse é o seu fim

É para o fim que caminha
Angustiada e tristonha
Pobre garotinha!

Esse é o fim

Do seu mundo avesso
Esse é o seu fim
Haverá um recomeço?

Bate agora mais fraco

Seu destroçado coração
Olha só é um cálice
Já vazio no chão

Bebeu todo o veneno

Nada restou afinal
Nenhuma gota sequer
Uma dose fatal

Garotinha se foi

Ninguém ouviu seu clamor
Anjo agora descansa
Acabou-se sua dor

E esse foi o fim

Da sua vida ao avesso
Esse foi o seu fim
Haverá um recomeço?

Já fora beijada
Já fora abraçada
Já fora tocada
Mas nunca fora amada

Já fora elogiada

Já fora magoada
Já fora rejeitada
Mas nunca fora amada

Já fora traída

Já fora exaltada
Já fora trocada
Mas nunca fora amada

Já fora ofendida

E agora esquecida
Já fora lembrada
Mas nunca fora amada

Já fora comprometida

Já fora namorada
Já fora iludida
Mas nunca fora amada

Já fora o mundo

Já fora um tudo
E agora um nada
Mas nunca fora amada



P.S.

Aqui estou eu mais uma vez nesse meu diário virtual, um blog de apenas dois seguidores.
Todas minhas angústias e alegrias são escritas aqui. Todos os sonhos, medos, pesadelos e dramas.
Mas, ultimamente nem isso tem ajudado muito. Sou um lixo de escritora. Penso que talvez tenha chegado a hora de parar. Mas, eu não posso parar, não posso parar de escrever, pois não tenho ninguém com quem compartilhar meus dramas, e mesmo se tivesse, certamente esse alguém se cansaria deles. Guardar toda a angústia que sinto, será suicídio.
Peço que tenham paciência comigo.


Desde já, agradeço!

Da criadora para a criatura

Olá Nina.


Esta é a primeira vez que lhe escrevo. Sempre é você quem vive me escrevendo, contando sua aventuras e proezas, suas "brincadeiras". Eu sei que você não passa de invenção minha, ou talvez até seja real, mas, que as circunstâncias sempre a impedirão de revelar-se. Minha cara Nina, é uma idiotice, uma infantilidade mantê-la viva, como se você fosse humana, fosse alguém que vive fora da minha imaginação, eu sei que você é apenas imaginária, mas, eu não posso deixar você desaparecer, por que  infelizmente, ou felizmente, você tem sido minha única companhia, a única com quem posso contar, em todos os momentos de minha vida sem graça.

Sim meu bem, my dear, estou eu mais uma vez padecendo em sofrimento, em angústia, em solidão, ontem até fui a uma festa, você sabe. Eu sei que me disse para não ir, você mais do que ninguém sabe que todas as minhas tentativas de se divertir são inúteis. Ontem até que tudo começou bem minha querida, não, não era um show de rock, mas, eu estava dançando, feliz. Mas, você sabe que toda e qualquer faísca de felicidade que há em mim, se esvai por qualquer coisa boba, ou nem tão boba assim. Em fim, ao perceber que eu não atraía a atenção de ninguém, que eu continuava invisível e que todo o trabalho de produção (cabelo, maquiagem...) não esconderam a dor, a solidão de mim, e não me deixaram nada visível, ao perceber que eu não tinha amigos, para estar curtindo com eles, tudo voltou. Sei que esses motivos são fúteis, mas, no fundo nem há motivo, é só eu, me sentindo só, querendo ser amada. Ninguém se interessa por mim, ninguém, posso estar coberta com ouro, nua ou brilhando mais que o sol, posso ser a própria lua, ou a própria noite, ainda assim serei invisível.
Ontem pela primeira vez eu senti inveja de você, alias, sempre tive inveja de você, sempre quis ser você, por isso a criei. Criei uma eu totalmente diferente de mim. Você não liga para solidão, não se sente mal por viver só, você prefere-a, e mesmo escolhendo-a, ainda assim não és só. Você é a Marina que eu quero ser, todos os dias, mas, que eu não posso. Ontem certamente você seduziria todos, mataria todas as mulheres de inveja e raiva, e mataria alguém, aliás, brincaria com alguém, ou com vários. Hoje certamente, você não estaria mendigando atenção de alguém que nem se importa com seus sentimentos, nem se importa com você. Hoje as pessoas estariam implorando por sua companhia nesse tal Forró da Mina, os garotos estariam brigando por vc, as garotas mendigando sua atenção, e vc, não estaria com a mínima vontade de ir, ou iria, de camarote, por que algum cara gato e bem sucedido, completamente louco por ti, faria questão da sua presença. Eu tô aqui Nina, com um ingresso para pista, e sem nenhuma companhia, mendigando a atenção das garotas para aceitarem a minha amizade, e os caras apaixonados por mim, nem existem.
Ninguém se interessa por minhas lamentações, ninguém quer saber dos meus dramas, eu sou uma dramática, não sei por que ainda escrevo ou ainda tento desabafar com alguém. 
Talvez seja a hora de desistir de tudo.


Talvez eu esteja prestes a cometer a pior idiotice da minha vida 



Me impeça Nina, não me deixe...



Eu te amo!



Sua criadora.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Uma e A Outra

 Uma não é nada tão ingênua
A Outra é um doce de menina
Uma tem um coração frio
A Outra é sonhadora ainda


A Outra é ingênua

Medrosa e tem bom coração
Uma não acredita no amor
A Outra ainda segue seu coração


Uma já sofreu demais

Com a dor da desilusão
O coração da Outra é remendado
E ela o segura em seus mãos


Ambas são a mesma

A Outra é menina
Uma é quase mulher
A Outra quer romance
Uma quer adrenalina


A Outra quer ser feliz

A Outra não quer ser só
Uma quer apenas viver
Ou o que lhe for melhor


Vivem brigando entre si

E eu no meio delas afinal
Todas as duas são eu
Não sei qual das duas serei
Padeço em confusão mortal

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dia dos namorados

Olá minha doce Marina


Eu havia lhe prometido uma surpresinha não foi?

Bom, não pude preparar antes por que estive meio ocupada, mais uma vez, remendando seu coração, e tentando evitar que você fizesse mais besteiras, infelizmente não consegui, não é mesmo? É incrível como você faz besteira nessa sua vida, eu hein, para com isso garota, não sei o que seria de você se não fosse eu.
Em fim, como eu sabia que você estaria sozinha hoje, nessa data tão sem graça que é o dia dos namorados, e que tudo que você queria era ter alguém ao seu lado, para abraçá-lha e beijá-la, deixei para preparar-lhe e entregar-lhe minha surpresinha agora, é algo muito simples, mas, tenho certeza que vai gostar,  se não gostar, ao menos ficará chocada.
Sabe aquele cara que você está afim? É aquele cara que você vive stalkeando, que faz seu coração doer só por não responder seu sms, que te coloca em último lugar no banco de reservas e blá, blá, blá... Então, eu sei que você adoraria ser a dona do coração dele, por isso, eu lhe fiz esse grande favor. Não me julgue mal minha Marina, eu só quero o seu melhor, quero te ver bem, eu tenho verdadeira adoração por você. Mas, continuando... Ontem você queria encontrá-lo, conversar com ele, beijar os seus lábios etc... Porém, ele tinha algo mais importante a fazer, ir para festa e ficar com qualquer outra menina mais popular que você. Daí minha querida, você ficou em casa imaginando isso e muito, muito triste, mas, eu não. Eu fui a tal festa, ele estava lá, não foi nada difícil. Apenas coloquei um pó mágico dentro da bebida dele (rsrsrs), ele foi ficando tonto, e decidiu sair um pouco do meio da galera, eu o segui, ofereci ajuda, o levei para um lugar escuro, e depois foi bem fácil... Não vou contar detalhes, do que fizemos ou não, só sei que consegui o que eu queria, abra a caixinha que está ao seu lado. 
Sim, minha Marina... O coração dele agora é seu! Literalmente... Rsrsrs


Não precisa me agradecer... 



Beijos... Sua eu!

Apenas sonho

Dessa vez em mais um sonho
Não tardou muito a chegar
Senti de novo seu perfume
Moço veio me encontrar


Veio com as asas de um anjo

A mãe noite o mantinha em seus braços
Era belo como a morte
Voando em meio ao espaço


Uma dor me consumia

Suavemente a se espalhar
Cada parte de mim doía
E meu peito estava sangrar


O moço que me olhava

Dessa vez apenas sorriu
E voando pelo espaço
Rindo da minha dor partiu


Não pude sentir seu corpo

Envolver-me em seu abraço
Por que rindo de mim partiu
Voando em meio ao espaço


terça-feira, 10 de junho de 2014

Mentes

Meu doce anjinho
Nada ingênuo
Por que mentes para mim?
Me responda meu anjinho
Por que mentes tanto assim?

Eu sei que mentes
Eu sei que me engana
E sei que só há verdade
Quando diz que não me ama

Quando me deixas no vazio
Quando não me dá atenção
Eu sei que por causa de outra
Mas, sempre me diz que não

Eu posso até ser paranoica
Complicada, grudenta, sim
Mas, não entendo meu anjinho
Por que mentes para mim

Eu fecho os olhos e os ouvidos
Para não ver, nem ouvir a verdade
Mas, sinto no coração
Que inventas uma realidade

Sempre sou eu quem te chamo
E quem vive a procurá-lo
Dói saber que não me amas
Mas, quanto a isso me calo

Ah! Quão boba sou eu
Sei que nunca te terei
Teu coração sempre será d'outras
Mesmo assim, me apaixonei

Esta noite partirei
Te deixarei em paz, em fim
Mas saiba que depois será tarde
Para vinde até mim.




terça-feira, 3 de junho de 2014

Aniversário

Oi querida Mar, estou escrevendo para lembra-lhe que hoje é o meu aniversário, estou ficando mais velha, um ano mais perto da morte, sobrevivente mais uma vez nesse planeta fútil, aliás, hoje é o nosso aniversário, mais um ano juntas. Pôxa, são 18 anos, quase duas décadas! Ah minha doce Marina, há quase duas décadas que estou com você, compartilhando do mesmo espiríto, do mesmo corpo, eu te amo, te amo muito, sabia que toda vez que te escrevo, me excito ao imaginar você lendo cada palavra? Pois é, só acho uma pena que você não me deixe dominá-la, não me deixe sair, não mostre o seu lado obscuro e monstruoso para ninguém.
Ah, doce e invisível Mar, as pessoas só se lembram que é teu aniversário por causa das redes sociais, kkkkkkkkk, vc é tão invisível que ninguém nem se lembra. Aliás, não há muita graça em completar mais um ano de vida, por que na verdade só é menos um ano de vida. Você acha que se importam, tenta achar aliás, tenta achar que todos lembram de você, mas, você sabe que nunca será verdade, ninguém se lembra de ti, ninguém consegue amar você, toda e qualquer garota com um pouco mais de beleza ou um pouco menos de cérebro é mais interessante e atraente do que você. Você lembra do ano passado? Foi desprezada por um e trocada por outro. E esse ano? Ah, outra vez foi trocada e desprezada, pelas mesmas pessoas e por mais uma. Ah, Mar, o ano número 17 de sua vida foi tão cruel e mesquinho com seu pobre coração idiota. Espero que me ouça mais vezes, e não perca o ano número 18 dessa sua vidinha.

Bom, graças a sua insistência, não estou brincando com ninguém ultimamente, mas, hoje é nosso aniversário, quero dar-lhe um belo presente, sei que ficou curiosa, afinal, ninguém além dos seus pais lhe presenteia nesta data, mas, vou deixá-la esperando.
Volto a escrever-lhe em breve!


Um beijo apaixonado...


Sua Eu!

domingo, 1 de junho de 2014

Ando me sentindo muito só, eu sei que ás vezes a solidão é melhor, mas, não é muito legal se sentir sozinha mesmo estando com pessoas legais. Aliás, eu não tenho ninguém. Meus amigos se foram, todas as pessoas se foram, todos se afastaram no momento em que mais preciso. Todas as vezes é assim. Todos sempre se vão. Até mesmo o amor que sinto nunca me é correspondido, e sempre se vai. Eu gosto de alguém, e esse alguém não gosta de mim, isso é clichê, mas é sempre o que acontece. Eu sufoco as pessoas, sou grudenta, sem graça, sou um erro, um grande erro. Sou um grande iceberg no meio do oceano, uma pedra gigante, algo assim. Sou invisível e completamente dispensável. Não faço falta para ninguém. Enquanto eu não consigo viver sem a pessoa, ou as pessoas, ela ou elas sempre vivem muito bem sem mim. Eu não faço diferença alguma nesse planeta. Tanto faz eu estar viva ou não. Respirar ou não. Se eu sumir, e nunca mais aparecer, se eu morrer, nem notarão minha ausência, talvez até notem e cheguem até a se importar por um momento, mas, rapidamente seguirão com suas vidas patéticas. Aliás, minha vida é patética, eu sou a inútil, a imprestável. Sou eu quem não tenho coragem para nada, eu quem não consigo fazer nada, conquistar nada. Sou eu. Sou eu quem sou a desengonçada, a feia. Eu quem não chamo a atenção de ninguém, eu quem não tem assunto, quem não anima, que não é dinâmica, quem não acrescenta. Sou eu quem não tenho o que todos têm. Eu quem não sou a descolada, quem não impressiona. Eu quem nem mesmo tenho um estilo musical definido, quem não sabe andar de bicicleta, quem não saber aproveitar a vida.  Eu quem não sou bela, quem não sabe beber, dançar, tocar, cantar, quem não sabe desenhar, quem não sabe nada. Sou eu quem vive de falsas aparências, quem não sabe o que quer. Eu nem mesmo sei quem sou, qual a minha personalidade, o que quero ser. Eu quem não tenho nada, não sou nada, nunca fui nada, não serei nada. Nem mesmo humana eu sou. O que sou então? Eu não sei! Não sei por que ainda vivo aqui torturada por ser invisível, mesmo estando visível, mesmo estando no meio do caminho. Eu quem sou passada para trás, deixada no canto, fora de campo.
Sou eu quem não tem coragem para morrer e quem não tem coragem para aceitar essa invisibilidade patética e aceitar essa vida.