quinta-feira, 30 de abril de 2015

Esse mundo está perdido, e os ETs nunca vão falar com a gente!



Não, eu não sei se existe vida fora do planeta Terra, não faço parte de nenhuma seita ufológica, nem estou interessada em fazer, só precisava de um título legal, para falar do que eu acho sobre algumas coisas, como por exemplo, os novos estilos de “música” populares no Brasil, e sobre como nós jovens brasileiros, acabamos nos comportando.

Este texto pode ficar confuso e bem misturado, por que sem querer eu acabo escrevendo muita coisa, mas, a quem não compreender, eu peço desculpas, a quem discordar de mim, tem todo direito de discordar, quem sou eu para proibir alguém de pensar diferente? E a quem ficar com preguiça de ler... Francamente! Tome vergonha e leia! Eu agradeço.

Volto a repetir que esse mundo está perdido, se continuar do jeito que está, ou se piorar (por que a tendência é piorar), eu vou torcer muito para que seja possível viver em outro planeta, e para que eu possa ir para lá.

Se olharmos em volta, ligarmos o televisor ou acessarmos à internet, veremos que há tanta pornografia, tanta violência, tratadas de forma banal. Já ocorrem crimes de todos os tipos, e quase tudo de mais nojento e aterrorizante que se possa imaginar, já é real. Não podemos mais duvidar de quase nada por que de quase tudo acontece.

Os religiosos que leem muito a Bíblia, afirmam que o fim do mundo está próximo, por que tudo que há no livro Apocalipse já está acontecendo, a qualquer momento pode ocorrer o Juízo Final. Será? Em uns pontos eles têm razão.

Continuando...  Quando falamos em pornografia, e violência, eu tenho que citar os estilos de funk brasileiros, o novo forró, o novo sertanejo e outros estilos "musicais" que se caracterizam pelo excesso de "-ão": ostentação, erotização, banalização, palavrão, desafinação...

Esses novos estilos nada tem a ver com os estilos dos quais dizem que descendem, a não ser pelo nome, ou por algumas outras pequenas semelhanças. 

Comecemos pelo novo sertanejo.  O sertanejo raiz, aquele que o Sérgio Reis canta, bem como outros ícones da verdadeira música sertaneja brasileira, não agrada mais aos jovens da minha geração, pelo contrário, a maioria de nós achamos "chato e sem graça, aff, que coisa mais velha!". Ninguém mais acha ruim viver na cidade, ninguém quer ver a madrugada, quando a passarada fazendo alvorada começa a cantar (não quer ver, e nem dá para ver, infelizmente). A moda agora é o bombeiro, o Camaro amarelo, a gatinha assanhada etc., e tantas outras músicas regadas à "-ão". Não vou aqui dizer que as letras sensuais não estejam presentes no sertanejo raiz, por que elas também estão. Em fim, nem todos os cantores da nova geração exageram no "-ão", há cantores que até possuem certa coerência e poesia em suas letras, como aqueles dois meninos que nunca sei quem é quem, a dupla Jorge & Matheus. 

Com o novo forró, bom, Luiz Gonzaga e Dominguinhos, devem se revirar nos túmulos. Falta o romantismo, a irreverência, o sertão, aqueles aspectos que caracterizam, para mim, o forró original. Aquelas músicas que tocavam nos “arraiás” em uma noite de São João, com o céu todo em festa, balões no ar, xote e baião no salão ou numa sala de reboco, ouvindo o chiado da chinela, e que eram marcadas pelo zabumba, pelo triângulo, harmonizadas pela sanfoninha choradeira. Agora o forró é eletrizado, tem guitarra, tem baixo, tem metais, tem ostentação, pegação, tem tudo, mas, falta a voz, e as letras. É cheio de “-ão” também: nas músicas, nos shows, nos nomes das bandas e dos cantores, por que não!? Um exemplo: Wesley Safadão. Falta o xodó, o amor, falta a Carolina ou “Carulina”, falta a Asa Branca, falta muita coisa. Infelizmente, desconheço alguma banda ou cantor desse novo forró, que vale à pena citar como aceitável.

E o funk? Ah! O funk! Sexo, drogas e... Funk. Shorts enfiados no útero, vestidos colados ao corpo,  e que mais parecem blusas de tão curtos, bonés um tanto ridículos, óculos espelhados coloridos, correntes de ouro, tênis de marca, e muita, mais, muita baixaria. São palavras depravadas, rimas cheias de palavrões e pornografias, coreografias mais pornográficas ainda. Tudo isso somado as drogas, e a violência. O funk perdeu a função que era para ter inicialmente, que dizem ser aparentemente, a  função de denunciar a pobreza e os problemas da comunidade, do povo. Não tem ética, não tem moral e não há limites. Não há letra nos funks, não há harmonia, não há voz, não há poesia, não há nada. Fico me perguntando o que Rousseau, Sócrates, Durkheim, e outros verdadeiros pensadores diriam.

Atualmente, ouvir Chico Buarque, gostar dos Beatles, adorar filmes, gostar de ficar em casa, ouvir música clássica, tocar em uma orquestra, ler livros, apreciar pinturas e desenhos, gostar de Bossa Nova, saber cantar o Hino Nacional, ouvir Imagine Dragons, Caetano Veloso, curtir Rock N’ Roll, ser admirador do Johnny Depp. Apreciar poesia, e achar belas ou divertidas coisas como uma tarde ensolarada, um arco-íris, uma noite estrelada, flores, lua, plantas, mar, sorvete, chuvinha no fim da tarde etc. Ouvir Luiz Gonzaga, Nando Reis, Vanessa da Mata, Ed Sheeran, Bastille, James Brown, Zélia Duncan, Fagner, Zé Ramalho, e outros grandes artistas da música brasileira e estrangeira, não só os experientes, mas, também os mais jovens... Não gostar do que a maioria dos jovens brasileiros gosta, é estranho, é cafona, é bizarro, para a maioria de nós.

Se no Brasil das décadas de 60 e 70, os jovens eram embalados pelo rock e pelo desejo de mudar o país ou acabar com a ditadura, se os jovens dessas décadas queriam um futuro melhor, se queriam liberdade e felicidade, se aqueles jovens eram rebeldes, nós, os jovens de hoje,  utilizamos toda a nossa liberdade, temos toda a liberdade, para fazermos o que quisermos, e nós fazemos de tudo, podemos tudo, só que nós não queremos acabar com a ditadura militar, afinal, a ditadura já chegou ao fim há décadas, nem parecemos estar interessados em um futuro melhor, parecemos  querer, na verdade destruir os nossos futuros em nome do que chamamos  de curtição, de diversão. Não todos nós, muitos de nós. 

Somos tão jovens, e jovens  querem uma vida de excessos, uma vida cheia de “-ão” que por enquanto caracterizamos como as melhores coisas da vida, mas nos esquecemos de que o futuro do país somos nós, jovens, e que as consequências do que hoje chamamos de “curtir a vida e ser feliz”, nossas atitudes de hoje, podem nos custar  a vida que tanto queremos viver, e decepções futuras, mortes futuras.

Aproveitemos as coisas simples da vida, deixemos de lado os exageros, as banalizações, vamos colorir o mundo, eu sei que a realidade não é simples, o mundo é cruel, mas, nós contribuímos para isso, e ao mesmo tempo em que contribuímos para a destruição, nós podemos nos livrar dela, é bem difícil, mas, não impossível. 

Eu sei também que estou parecendo a Lisa Simpson com todo esse blá, blá, blá, mas, no fundo, eu sou meio Lisa Simpson, muita gente é, e muita gente deveria ser. E sou geração séc. XXI, faço besteiras, tenho meus momentos de rebeldia, quero ser feliz, e me divertir, sou um tanto imatura também, por que sou jovem, e sou humana, só penso um pouco diferente.

Vamos mudar nossas atitudes, para que possamos transformar a realidade para melhor e garantir a nossa felicidade daqui há algumas décadas, viver o presente intensamente, mas, sem se esquecer do amanhã.

Que a gente repense nossa juventude antes de ficarmos velhos!