sexta-feira, 4 de março de 2016

Eu tô com uma vontade

Vontade de desistir, só isso. Vontade de jogar tudo para o alto e fazer não sei o que. Vontade de sumir no mundo por uns dias, por meses, pra sempre. Sem internet, sem redes sociais, sem gente conhecida.
Vontade de dizer não, já chega, tô cansada. Vontade de dar um basta em tudo. Vontade de jogar tudo em um triturador. Vontade, vontade, vontade... Até quando? Até quando só vontade? Por que não fazer?
Por que não ter 30 segundos de coragem insana e psicótica?
Por que não simplesmente fazer?
Por que pensar antes? Por que se segurar? Por que recuar?
Em frente! Em frente! Em frente!
Por que vontade é tão fácil e coragem é tão difícil?
Vontade de ser livre, livre, livre. Livre de tudo e de todos.
Vontade de apagar tudo, apagar toda a vida e começar do zero.
Vontade, vontade, vontade.
Vontade de me encontrar.
Mas, sem coragem, me perco cada vez mais.
É o medo que me domina. Medrosa criança com medo da vida, que puxa a vitoriosa mulher para o fundo do poço.