quarta-feira, 9 de março de 2016

Filme real de terror

Se estou fora do campus, andando nas ruas do Feira VI, tenho medo de ser assaltada, agredida, atacada... Agora se estou dentro do campus, tenho mais medo de ser assaltada, agredida, atacada... Sair de casa é tenso, voltar para casa é tenso, transitar entre os módulos é tenso, fazer o trajeto biblioteca, reitoria, portão lateral, é tenso. Ainda mais no escuro. Postes? Têm vários. Luzes funcionando e acesas? Aí já é outra história. A maioria do campus está quase um breu. E agora quase todo dia tem um assalto (como se já não bastassem os assaltos frequentes no bairro). Eu já comparava a UEFS à noite com um cenário de um filme de terror desde quando comecei a fazer o curso lá em 2014.2, mas, piorou bastante. Quem dera fossem os fantasmas, os monstros, os lobisomens, os zumbis, vampiros etc, quem dera esses fossem o motivo do medo, os que ameaçam a minha segurança e a de todos os estudantes, não, não são, infelizmente. Quem toca o terror nessa história na fictícia, são as "vítimas da sociedade".
Eu tenho que ir e voltar sozinha todos os dias, e só queria poder sair de casa para assistir a aula às 19:00h ou às 21:00, e voltar para casa às 22:30h, caminhando tranquilamente, sem estar quase tendo uma crise de pânico e entrando em surto, queria ficar em casa sem ter medo, e sem ler relatos de assaltos e tentativas de assaltos (e outros crimes) no grupo da faculdade todos os dias, não pelo fato das vítimas não denunciarem, mas pelo fato de não ocorrerem.
Infelizmente eu tenho que ficar aqui, tensa, em alerta, quase em surto, em pânico, esperando ser a próxima vítima e desejando não ser.