quarta-feira, 17 de agosto de 2016

As aparências enganam

As pessoas olham e vêem uma mulher jovem de 20 anos. Mas, não imaginam quão garota ela é.
Elas olham e vêem uma estudante universitária, mente aberta, meio feminista, cheia de atitude, que mora sozinha e pode fazer ou falar o que quer. Mas, não imaginam que ela mais parece uma garota de 14 anos, sonhando com o baile de debutantes.
Que não consegue ficar longe da família, que se sente um E.T.
Uma garota que tem medo de tudo, que não sabe o que quer da vida, que fica nervosa com as mãos suadas, frias e trêmulas quando precisa fazer alguma coisa só, como ir ao banco ou falar em público.
Elas vêem uma futura economista. Mas, não sabem que ela preferia ser artista, astronauta, princesa ou fada.
Elas acham que ela é superior, incrível, boa demais. Mas, ela é só uma garotinha fantasiada de mulher.
Elas pensam que ela é durona, fria, vingativa, capaz de odiar e fazer mal, pensam que ela é má. Mal sabem que ela não consegue odiar. Ela não consegue prejudicar ninguém, não consegue ver ninguém triste, ela chora com comercial de margarina, ela tem medo de ser uma fracassada e tem medo de lutar para não ser.
Ela tem esse jeitinho de rainha má, mas, ela é só uma grande medrosa se escondendo por debaixo da magia, ou melhor, da máscara, que só não tiram se não quiserem.
Ela parece vampira, se diz vampira, mas, não morde.