sexta-feira, 30 de junho de 2017

E agora? Falta!

Por Nina de Jesus

Ainda não desapaixonou. Mas, "tâmo aí tentando', não é mesmo!?
Só que ainda escuta "I hate u, I love u" e ainda sente falta de conversar com ele.
É uma puta merda ter muita coisa em comum com a pessoa,  por que tudo que você gosta, lembra ela. Tudo que você faz, lembra ela.
É uma merda, hein? Você lembra as conversas que tiveram, o quanto elas te fizeram rir, as piadas sem graça, que foram engraçadas, as coisas que a pessoa compartilhou com você, as vontades dela, as bandas, as músicas, os gostos em fim...
Aí você faz: "puta que pariu! A gente tinha tudo pra dar certo!" Mas, faltava simplesmente uma única coisinha boba, mas, fundamental: ter o sentimento em comum e recíproco.
E você continua: "eu sou a pessoa certa, eu podia ser a pessoa certa, por que ele não viu?"
Mas, você sabe que não era a pessoa certa, por que não existe essa de pessoa certa, existe pessoas predestinadas a ficarem juntas, e com você, não foi bem assim.
E aí, você até tenta conversar com outra pessoa mas, não é a mesma coisa, nunca é nem vai ser, aquela pessoa era única, aquela conversa era única. 
Você busca os traços dela no outro, busca ter uma conversa parecida, mas, o papo não flui, por que não é a pessoa. Nunca vai ser a mesma coisa! Pessoa são todas diferentes, ninguém é igual a ninguém.
E você fica entediada, estressada, dá vácuo e patada...
Saudade, como você queria matá-la de fome, mas, a falta e a ausência te alimentam, a dor te alimenta, a busca pelos porquês, pelas razões de não ter dado certo, tudo isso te alimenta.
Você lembra que a pessoa pegou todas as outras pessoas que quiseram pegar ela! E rejeitou você. E aí o foda-se fica ativado de novo, você sente uma raiva enorme dela, você a odeia, por quase um segundo... Mas, você lembra que não há mais ninguém para falar sobre deuses gregos e bandas desconhecidas com você, ninguém que assista Preacher e American Gods, que converse com você sobre tudo, inclusive café expresso, pizza, livros e comida ruim. Ninguém que debata sobre questões raciais e sociais e numa mesma conversa fale sobre Tarot e "discordianismo". Ninguém mais gosta de fígado e troca Facebook por twitter. Ninguém que diga que açaí tem gosto de terra, odeie Supernatural ou te pergunte mil vezes se você está bem, só para te irritar.
E aí dói tanto, você começa a pensar: "como fui idiota, eu poderia ter agido de outra forma", mas, se esquece de que nessa história, você não foi a única que fez merda, você não é a única culpada, e talvez você nem tenha culpa...
Ele nunca gostou de você, mas, agora o simples detalhe é que ele te odeia pra sempre. Ele te acha maluca, descontrolada, obcecada, psicopata, psicótica, infantil... E bem, quem não tem de tudo isso um pouco? Segue o baile garota! Você tentou se controlar, você jura! Jura que tentou se conter, levar numa boa, ficar nem aí. Mas, não deu, você fracassou. Por que quando se trata dele, você se perde, você muda, você deixa de ser você. Você enlouquece! Sua cabeça vira! 
E isso é tudo que não podia acontecer! Por que você só consegue afastá-lo ainda mais, toda vez.
Você fracassou de novo. De novo e para sempre. É o fim. Foi o fim, mas, você ainda acha, seus amigos acham que se ele voltasse pra você, certeza que você ia querer ele de volta, e sempre, e tanto... Caramba! Você é trouxa demais! Acorda, Alice! Saí do seu mundo de conto de fadas e para de acreditar em finais felizes!
Lamento informar, mas, a hora de virar a página e seguir em frente já passou! Para de tentar escrever esse livro, já tá tudo borrado! Não vê? Joga ele fora! Começa outro! Novos caminhos e novas histórias esperam por você!
O sol sempre aparece depois de uma tempestade. E espero que essa tempestade passe logo, caso contrário, vou ter que fazer você sair, com ou sem sol.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Sobre cartas

Estava a conversar com amigos sobre cartas e mensagens de suicídio.
É um clichê alguém deixar cartas de despedida, mas, por outro lado, é bom poder se despedir. Tanta gente morre sem ao menos ter tido a chance de dizer adeus. Sem ter tido a chance de falar como se sentia, tudo o que sentia, sem ter tirado as máscaras.
Não, não pretendo cometer suicídio, mas, a ideia de simplesmente morrer sem dizer tudo que há dentro de mim, ou ao menos sem tentar dizer, me é assustadora. Aterroriza-me, arrepia-me até o último pelo do corpo. Portanto, vez ou outra escreverei cartas.
Não, não serão cartas de despedidas, serão cartas de sentimentos, cartas da verdade. De mim, para as pessoas que fizeram/fazem parte da minha vida. De mim para você, talvez.

Sobre o amor, de novo!

O amor é lindo!
Sim, não é por que não tenho ninguém que direi o contrário. Eu sempre fui defensora convicta do amor, mas, eu não conheço o amor (entenda por amor o quiser entender). Eu conheço a dor, a solidão, o medo e até as borboletas no estômago, mas, não conheço o amor, não conheço mas, ainda assim dele sou fã.
O amor, ah, o amor! É complexo, irônico, traiçoeiro, sorrateiro e lindo. Por que se dói, se machuca, se faz sofrer, se você pode viver sem, não é amor nenhum.